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Política

STF tem maioria para negar liberdade condicional a Daniel Silveira

Sete ministros já votaram para manter o ex-deputado federal na prisão

Daniel Silveira tem liberdade condicional revogada por Moraes do STF
Silveira estava havia quatro dias em liberdade condicional quando foi preso novamente | Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para negar a liberdade condicional ao ex-deputado Daniel Silveira. O ex-parlamentar segue detido no regime semiaberto. Silveira foi condenado por críticas ao STF. O julgamento começou há uma semana, em 21 de março, no plenário virtual, e se encerra às 23h59 desta sexta-feira, 28.

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Seguindo o voto do relator do caso, Alexandre de Moraes, os ministros Flávio Dino, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso e Cristiano Zanin votaram a favor de manter a prisão de Silveira.

Ainda faltam votar os ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça.

Recurso de Daniel Silveira ao STF

stf bolsonaro
Ministros do STF, durante sessão plenária – 18/3/2025 | Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

O julgamento analisa um recurso apresentado pela defesa de Silveira contra a decisão de fevereiro, que revogou sua liberdade condicional. Moraes justificou a revogação ao alegar que Silveira descumpriu as condições impostas, ao ir a um hospital em dezembro sem autorização judicial, violando as regras de sua liberdade condicional.

A defesa argumenta que a emergência médica não permitiu tempo para obter a autorização judicial. Para Moraes, no entanto, não há ilegalidade na revogação, mesmo que o descumprimento das condições estabelecidas tenha sido para ir ao hospital.

Para o ministro, Silveira “tão somente utilizou sua ida ao hospital como verdadeiro álibi para o flagrante desrespeito às condições judiciais obrigatórias para manutenção de seu livramento”.

Relembre o caso

Silveira cumpre sua pena na Colônia Agrícola Marco Aurélio Vergas Tavares de Mattos, em Magé. A defesa planeja levar o caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos. A intenção é denunciar tratamento injusto e informar que as decisões de Moraes são “pessoais e vingativas”.

O histórico judicial de Silveira começou em 2021, depois da divulgação de um vídeo em que insultava ministros do STF. Moraes ordenou sua prisão e impôs medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de participar de eventos públicos.

Em 2022, Silveira foi condenado a oito anos e nove meses de prisão, mas recebeu um indulto presidencial do então presidente Jair Bolsonaro no dia seguinte à sentença. Em maio de 2023, o STF anulou o indulto, restaurando a pena.

Depois de perder o mandato e o foro privilegiado, em fevereiro de 2023, Silveira permanece com o caso no STF e preso por descumprimento de medidas cautelares.

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4 comentários
  1. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Alguma coisa vai acontecer com esse carrasco careca

  2. João José Augusto Mendes
    João José Augusto Mendes

    traficantes são soltos, assassinos são soltos, matricidas e patricidas são soltos, ladrão do erário público é feito presidente, mas o único cara que realmente falou a verdade sobre o stf, ficará preso.

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