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Política

STF: defesa de Tagliaferro acusa Moraes de parcialidade em denúncia da PGR

Habeas corpus do ex-assessor de Moraes fala em 'perseguição política'

Decisão de Moraes contra Tagliaferro pode esconder medidas piores, diz advogada
À esquerda, ministro Alexandre de Moraes; à direita, ex-assessor do TSE Eduardo Tagliaferro | Foto: Reprodução

A defesa de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acionou o Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira, 10, para tentar barrar o avanço da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) que o tornou réu. Oeste obteve a ação com exclusividade.

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Os advogados Paulo Faria e Filipe de Oliveira entraram com um habeas corpus preventivo, endereçado ao presidente do STF, Edson Fachin, e sob prevenção do ministro André Mendonça. Na petição, a defesa alegou inépcia da acusação, perseguição política e falta de justa causa.

No documento, Faria e Oliveira sustentam que Moraes não poderia conduzir o caso por ser “parte interessada”. A tese se baseia no fato de que o próprio ministro teria sido citado pelo ex-assessor em denúncias internas. Assim, eles afirmam que o magistrado “votou com atributos de suspeição” ao receber a denúncia e agiu de forma “ilegal e parcial”.

Argumentos de Tagliaferro sobre Moraes no STF

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, em alusão à matéria sobre os PMs que aguardam julgamento na Corte; Moraes
Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília | Foto: Wallace Martins/STF

Ainda na petição, os advogados classificaram Tagliaferro como “perseguido político e torturado pelo Estado brasileiro”. Ele afirma estar sob risco de prisão e extradição, já que vive atualmente na Itália.

A defesa pede que o STF suspenda o julgamento virtual do recebimento da denúncia, marcado para acabar em 14 de novembro, e que a análise ocorra de forma presencial, com sustentação oral dos advogados.

Leia mais: “‘O Brasil é o maior paraíso jurídico do mundo'”, reportagem de Paula Leal publicada na Edição 295 da Revista Oeste

“Não há covardia maior que aviltar o devido processo legal, a ampla defesa e o contraditório, especialmente por quem se diz guardião da Constituição”, afirma a defesa, no texto.

O habeas corpus critica a decisão de Moraes de manter o caso no plenário virtual e chama a denúncia da PGR de “obra de ficção”. Os advogados argumentam que o documento não descreve atos concretos nem provas de tentativa de golpe de Estado.

Segundo a defesa, o ex-assessor apenas revelou irregularidades cometidas por seu ex-chefe, o que afastaria qualquer tipicidade penal. A peça também questiona a Súmula 606 do STF, que impede habeas corpus contra decisões de ministros da Corte.

Os impetrantes citam os artigos 6º e 9º do Regimento Interno para afirmar que o habeas corpus é cabível em casos de abuso de autoridade. “Uma súmula não pode suprimir garantia fundamental como o habeas corpus, sob pena de perpetuar a ilegalidade”, diz a petição.

Leia também: “Toga fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 295 da Revista Oeste

4 comentários
  1. Roberto Lopes Bezerra
    Roberto Lopes Bezerra

    Só porque Moraes é acusado ele não pode julgar? Vamos ter que voltar a normalidade?

  2. Lucia campos
    Lucia campos

    Os bons congressistas estão sem chance em agir a favor da Anistia e Liberdade no Brasil . Casamento
    Macabro ! Alcolumbre e Mota esconderam a Constituição ! Fizeram acordos que nāo sabemos , alianças visando favores e etc…

  3. Marcos Antônio de Carvalho
    Marcos Antônio de Carvalho

    O STF subvertetodas as normas constitucionais vigentes, buscando, com isso, aumentar e garantir a perpetuidade do seu poder. Ou o Congresso ctia coragem para alterar, por lei, os procedimentos no exame das matérias, ou estaremos submetidos, cada vez mais, a uma ditadura – a pior de todas, por não se ter a quem recorrer!!!!

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