publicidade
Política

STF mantém prisão de vereador detido por violência doméstica

O relator do caso, André Mendonça, afirmou que não havia flagrante ilegalidade que justificasse a atuação da Corte

Fachada do STF - cna - ongs
Fachada do STF | Foto: Reprodução/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) negou, por unanimidade, o pedido de habeas corpus do vereador afastado de Barra do Bugres (MT) Laércio Noberto Júnior, conhecido como Júnior Chaveiro, preso preventivamente desde abril depois de ser denunciado por agredir e ameaçar a mulher.

A decisão da 2ª Turma da Corte foi publicada na quarta-feira 18 e teve relatoria do ministro André Mendonça. A defesa alegou constrangimento ilegal ao questionar a prisão preventiva decretada depois da imposição de medidas cautelares.

Receba nossas atualizações

Segundo os advogados, não houve descumprimento das determinações judiciais nem surgimento de fatos novos que justificassem a medida.

Mendonça, porém, entendeu que o pedido não poderia ser analisado pelo STF, porque a controvérsia ainda não havia sido examinada pelas instâncias inferiores. Segundo o ministro, uma eventual apreciação do mérito pela Suprema Corte configuraria supressão de instância.

“Uma vez que a controvérsia ainda não fora analisada pelo Tribunal de Justiça, a atuação originária desta Suprema Corte acarretaria dupla supressão de instância”, afirmou o relator.

A prisão do vereador

O vereador Laércio Noberto Júnior, conhecido como Júnior Chaveiro | Foto: Reprodução
O vereador Laércio Noberto Júnior, conhecido como Júnior Chaveiro | Foto: Reprodução

O ministro também destacou que a concessão de habeas corpus de ofício é medida excepcional, cabível apenas em situações de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou manifesta irrazoabilidade, circunstâncias que, segundo ele, não ficaram evidenciadas no caso. Com a decisão, Júnior Chaveiro permanece preso preventivamente.

O caso ganhou repercussão em abril, depois que o ex-vereador Edison de Oliveira denunciou a agressão nas redes sociais. Segundo as acusações, o parlamentar teria amarrado e espancado a mulher com uma chave de roda.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

A prisão foi decretada em 25 de abril. Embora um juiz plantonista tenha negado inicialmente o pedido, a Polícia Civil e o Ministério Público apresentaram nova solicitação ao juízo responsável pelo caso, alegando gravidade da conduta, periculosidade do investigado e risco de reincidência.

Júnior Chaveiro responde pelos crimes de lesão corporal e ameaça no contexto de violência doméstica. Depois da denúncia, ele foi destituído da presidência da Câmara Municipal de Barra do Bugres, afastado do mandato por quebra de decoro parlamentar e teve a filiação ao PL suspensa. O partido também iniciou um processo de expulsão.

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade