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Política

STF elege Fachin como novo presidente da Corte nesta quarta-feira, 13

Ministro substituirá Luís Roberto Barroso e comandará o tribunal durante o ciclo eleitoral até 2027

Ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou prazo para análise sobre desoneração | Foto: Carlos Moura/SCO/STF
Entre os colegas que se opõem à iniciativa, alguns alegam que a Lei Orgânica da Magistratura Nacional já estabelece os parâmetros éticos exigidos da função | Foto: Carlos Moura/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai definir, nesta quarta-feira, 13, a escolha do ministro Edson Fachin para a presidência do tribunal. A votação segue o rito tradicional de indicar o magistrado mais antigo que ainda não exerceu o comando da Corte.

Fachin vai suceder a Luís Roberto Barroso e permanecerá no cargo até 2027. Nesse sentido, o magistrado tomará posse em 29 de setembro, conduzindo o STF durante as eleições presidenciais de 2026.

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O vice-presidente será Alexandre de Moraes. Essa escolha também será ratificada na mesma sessão, por meio de voto secreto, como determina o regimento interno do STF.

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Indicado por Dilma Rousseff em 2015, Fachin presidiu o Tribunal Superior Eleitoral em 2022. Na ocasião, ele rejeitou a proposta do voto impresso e abriu espaço para ações contra a divulgação de fake news.

Integrantes do STF acreditam que, apesar do perfil discreto, o novo presidente seguirá com uma atuação firme na defesa da instituição, sobretudo no período eleitoral.

Nesta terça-feira, 12, durante evento no Conselho Nacional de Justiça, Fachin alertou para “tentativas de erosão democráticas”, argumentando sobre a “independência judicial” na América Latina.

“Vivemos tempos de apreensão, com tentativas de erosão democráticas e com ataques à independência judicial na América”, disse o próximo presidente do Supremo. “É aí que se situam essas próprias tentativas de enfraquecimento da convenção e das decisões da Corte Interamericana.”

Ele defendeu o cumprimento, pelo Brasil, dos tratados internacionais de direitos humanos. Desta forma, citou a necessidade de harmonizar a legislação nacional com normas internacionais.

As declarações ocorreram em meio à repercussão negativa de decisões do STF no cenário internacional. Autoridades e parlamentares dos Estados Unidos têm criticado a Corte, especialmente depois de o governo norte-americano incluir Moraes em uma lista de sanções da Lei Magnitsky.

Reconfiguração interna no STF

A sucessão no comando do STF também trará mudanças nas turmas de julgamento. Barroso passará a integrar a 2ª Turma, ocupando a vaga deixada por Fachin. Esse colegiado ainda analisa processos da Operação Lava Jato e conta com a presença de Gilmar Mendes, com quem Barroso já protagonizou embates públicos.

+ Leia também: “Fachin abranda norma do CNJ sobre manicômios judiciais”

Antes de assumir a presidência, Barroso integrava a 1ª Turma, responsável por ações ligadas à chamada “trama golpista”. Um retorno a esse grupo dependeria da saída de ministros como Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino ou Luiz Fux — cenário que magistrados consideram improvável.

7 comentários
  1. Daniel BG
    Daniel BG

    O “canetada” então é o escolhido. Polarizou? Só se for do frio polar que está no ar.

  2. Paulo Sérgio Gusson
    Paulo Sérgio Gusson

    Faz parte para ser educado do consorcio, esse descondenou o ladrao causando esses males para o Brasil

  3. paulo jose do nascimento filho
    paulo jose do nascimento filho

    Tentará passar o pano, colocar Pinho Sol , colocar o tapete por cima das sujeiras e dejetos das injustiças e parcialidades. Será contido, para passar a impressão de seriedade e retidão. Mas foi este dito cujo que soltou Lula e deixou para o Toffolli finalizar a Lava Jato

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