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Política

STF de volta aos trabalhos: saiba o que vai ser julgado em fevereiro

Os magistrados voltaram ao plenário nesta quinta-feira, 1º, com uma cerimônia que contou presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e representantes do Congresso Nacional

STF julgamentos
O evento também contou com pronunciamento do presidente do STF, Luís Roberto Barroso; do procurador-geral da República, Paulo Gonet; e do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti | Foto Valter Campanato/Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) deu início aos trabalhos de 2024 na tarde desta quinta-feira, 1º. O retorno contou com uma cerimônia que teve a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e representantes do Congresso Nacional.

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O evento também contou com pronunciamento do presidente do STF, Luís Roberto Barroso; do procurador-geral da República, Paulo Gonet; e do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti. A partir de agora, a Corte começa as sessões de julgamentos de 2024.

Julgamento sobre a aplicação do regime de separação de bens em casamento de pessoas com mais de 70 anos

Casal de idosos
Esse processo questiona se é constitucional se o casamento de pessoas com mais de 70 anos só pode ser feito pela separação obrigatória de bens | Foto: Reprodução/Freepik

Os ministros do STF iniciaram os trabalhos com a retomada do julgamento que discute a aplicação do regime de separação de bens em casamento de pessoas com mais de 70 anos. A discussão ocorreu justamente na sessão desta quinta-feira, 1º. 

Leia também: “Barroso, ao lado de Lula: ‘Não preciso gastar tempo falando sobre democracia'”

O processo questionava se é constitucional se o casamento de pessoas com mais de 70 anos só pode ser feito pela separação obrigatória de bens. Por esse regime, quando há divórcio, não há divisão de patrimônio entre o ex-casal. A Corte rejeitou a tese, permitindo o matrimônio em casos assim com a chamada partilha de bens. 

STF vai julgar o tema da “uberização” e da liberdade religiosa

Para o dia 8 de fevereiro, está na pauta a ação sobre a “uberização” — vínculo de emprego entre motoristas, entregadores e aplicativos. 

Leia mais: “Barroso retira grades do STF”

Em dezembro do ano passado, a Primeira Turma do STF decidiu que não há relação empregatícia. Essa havia sido a primeira decisão em conjunto sobre o tema. 

Antes, em decisões individuais, os ministros haviam seguido a mesma linha de não reconhecer a relação de emprego. Agora, portanto, o tema se encaminha para a decisão final. 

Leia também: “STF vota nesta quinta-feira revisão da vida toda para aposentados do INSS”

No mesmo dia, o plenário também vai decidir se uma pessoa pode usar vestes religiosas em fotos para documentos oficiais. 

Liberdade religiosa
Uma freira da Congregação das Irmãs de Santa Marcelina foi impedida de usar o traje para renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) | Foto: Reprodução/Freepik

O plenário da Corte vai discutir se restrições ao uso de itens que cubram a cabeça e parte do rosto nas fotos ferem a liberdade religiosa. 

Leia mais: “Transparência Internacional diz que Poder Judiciário ‘sofre retrocessos significativos’ no Brasil”

Esse caso envolve uma disputa jurídica sobre a foto de uma freira da Congregação das Irmãs de Santa Marcelina, na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A religiosa foi impedida de usar o traje para renovar o documento. 

Revista íntima nos presídios, poder de investigação do MP e acesso a celulares como prova de crimes

Já para a sessão de 28 de fevereiro, está prevista a análise sobre a legalidade de revistas íntimas em pessoas que visitam presídios. 

Leia também: “Transparência Internacional critica indicações de Lula à PGR e ao STF”

O relator do caso, ministro Edson Fachin, sustentou que esse tipo de revista fere a Constituição Federal. Com isso, as provas obtidas a partir deste tipo de prática não podem ser usadas em eventuais processos penais. 

O magistrado também entende que essa prática não pode ser justificada, por exemplo, pela falta de equipamentos de detecção de metais. 

Leia mais: “Presidente da Câmara injeta milhões em redutos, alheio a cerco do STF à oposição”

No mesmo dia, os ministros também vão analisar oito ações que tratam das atribuições do Ministério Público (MPF). A discussão é se o órgão pode realizar o procedimento investigatório criminal — etapa de apuração antes de propor a denúncia. 

Algumas associações de policiais consideram que a atribuição ao MP fere a Constituição. Elas dizem que essa tarefa é do delegado, por meio do inquérito policial.

Leia também: “Mesmo com limitação em pedidos de vista, STF mantém lentidão em julgamentos”

Ainda na mesma data, está pautado o recurso que discute se são válidas as provas obtidas pela polícia quando seus agentes acessam, no local do crime, a agenda telefônica e o registro de chamadas dos celulares dos suspeitos, mas sem autorização judicial.

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