publicidade
Política

STF aprova proposta para ter orçamento de R$ 953 milhões em 2025

Proposição vai ser enviada ao Congresso Nacional para ser apreciada no Orçamento da União

O valor compõe as despesas de custeio, investimentos e de pessoal | Foto: Shutterstock

De forma unânime, o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou, no plenário virtual, a proposta para ter R$ 953,8 milhões de orçamento para a Corte em 2025. O valor compõe as despesas de custeio, investimentos e de pessoal. As informações são do portal R7.

A proposta foi elaborada pela Secretaria de Orçamento, Finanças e Contratações do Supremo e teve como base o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2025 e a Lei Complementar 200/2023, que estabelece o arcabouço fiscal da União.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais sobre Política em Oeste

Agora, a proposição vai ser enviada ao Congresso Nacional para ser apreciada no Orçamento da União. O valor total está divido em R$ 608,4 milhões com despesas obrigatórias com pessoal, R$ 286,3 milhões com custeio e investimento e R$ 59,1 milhões para despesas financeiras, como encargos sociais.

Presidente do STF, o ministro Luis Roberto Barroso afirmou, em seu voto, que o valor da proposta orçamentária representa 68,93% do valor atualizado do orçamento do exercício de 2009.

+ No Piauí, debate entre candidatos vira caso de polícia

“Se somarmos a diferença entre o valor do exercício de 2009 e os valores dos exercícios de 2010 até 2024, chegaremos ao montante de R$ 6 bilhões em despesas que deixaram de ser realizadas, o que corresponde a 6 vezes o orçamento previsto para o exercício de 2025”, alegou o ministro. “Por outro lado, o mesmo período (2010 a 2024) é o de maior produtividade do tribunal, com aumento tanto no número de decisões proferidas quanto na redução expressiva do acervo processual. Isso é dado objetivo de eficiência (maior entrega de prestação jurisdicional, com menos recursos orçamentários).”

Barroso destacou ainda que “costuma-se criticar o Poder Judiciário pela elevada despesa com pessoal, o que não faz sentido”.

+ Universidades federais enfrentam dificuldades financeiras depois de governo bloquear verbas

“Cabe ao Poder Judiciário julgar e isso se faz essencialmente com pessoas”, continuou. “Mesmo com todo investimento em tecnologia, o processo judicial depende de pessoas para ser julgado. Estranho seria se a despesa do Judiciário fosse maior em obras e equipamentos.”

“Mesmo se tratando de despesa essencial ao Poder Judiciário, é inevitável abordar a preocupação que temos com a pressão que essas despesas com servidores e terceirizados acabam exercendo sobre os demais custeios e eventuais investimentos em infraestrutura e tecnologia, em razão do limite orçamentário”, ressaltou.

Despesas com tecnologia da informação

Conforme Barroso, o aumento da despesa com tecnologia da informação também foi expressivo desde o exercício de 2020, pois, além de a pandemia ter acelerado os investimentos em tecnologias que facilitam a comunicação a distância, a tecnologia da informação também é afetada pelo aumento das hostilidades contra o Tribunal.

Segundo a nota apresentada pela Secretaria de Orçamento do Tribunal, as necessidades de aumento de recursos para TI resultaram em um aumento de cerca de R$ 17 milhões em 2020 para aproximadamente 42 milhões previstos para 2025.

+ Justiça manda Marçal excluir posts com insinuação de que Boulos seja usuário de cocaína

“Equipamentos de TI precisam de investimento permanente para evitar a defasagem tecnológica e a precarização, o que tem custo elevado”, observou. “Mas, boa parte da despesa está relacionada ao desenvolvimento de sistemas, aquisição de licenças e, principalmente, sistemas de segurança da informação, dado o expressivo aumento dos ataques ou riscos de ataques cibernéticos.”

O voto do ministro informou também que, desde 2020, a Corte teve um aumento expressivo nas despesas com segurança institucional. Assim, de pouco mais de R$ 40 milhões em 2020, alcançaremos aproximadamente R$ 60 milhões em 2025.

“Essa é uma despesa que tem causas externas ao tribunal”, explicou. “Vem do aumento das hostilidades ao Supremo Tribunal Federal, que são fatos públicos. O risco à segurança aumentou a necessidade de investir em infraestrutura, tecnologia e equipamentos e aumento de pessoal (servidores e terceirizados), com severo impacto no orçamento, mas inevitável.”

Leia mais sobre:

4 comentários
  1. R Fortes
    R Fortes

    Já imaginaram se essas cifras forem também ofertadas aos oficiais generais das FAs no Brasil ? Foi assim que o desastre nacional venezuelano se consumou. O mais revoltante é que essas benesses são desvios imorais em desfavor do Povo, e pagos com os impostos tomados do Povo.

  2. Ricardo Contieri
    Ricardo Contieri

    01 Bi?
    P.: Equivale a quantas cestas básicas?
    R.: 1,2 milhões de cestas, daria para alimentar a população da cidade de Campinas por 1 mês…

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade