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Política

Soma da vontade de roubar com a de absolver teve como resultado o Brasil do INSS

'Como resultado do processo de recivilização empreendido pelo Supremo Tribunal Federal, é legal roubar o erário público'

Greve de servidores e aumento no número de pedidos influenciam estoque de requerimentos | Foto: Divulgação/INSS
'Não foi demitido até agora nem o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, um notório e experiente frequentador do noticiário policial desde os tempos de Dilma Rousseff', lembra J. R. Guzzo | Foto: Divulgação/INSS

(J. R. Guzzo, publicado no jornal O Estado de S. Paulo em 30 de abril de 2025)

Cada nação tem os seus usos e costumes. Há países onde é legal açoitar as mulheres em público em casos de infração às leis muçulmanas. Há países onde é legal o consumo de narcóticos. Há países onde é legal o suicídio assistido, com todos os recursos da medicina moderna. Há países onde é legal o porte de armas. No Brasil, como resultado do processo de recivilização empreendido pelo Supremo Tribunal Federal, é legal roubar o erário público.

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Faz parte da melhor jurisprudência do STF hoje em dia — os indivíduos ou as empresas que provam a prática de atos de corrupção e têm relações afetivas com o governo Lula, estão legalmente autorizados a meter a mão no dinheiro público, venha de onde ele vier. Não foi necessário, no caso, o Congresso aprovar legislação específica para determinar que a corrupção é legal no Brasil. Quem faz isso, diretamente e na prática, é o STF, com a absolvição automática de todo e qualquer caso de corrupção que chegue até lá.

É resultado do trabalho de “edição do Brasil” desenvolvido pelo ministro Dias Toffoli. O Código Penal diz que é proibido roubar, mas isso é coisa velha, de 1940, e não atende mais as necessidades modernas de defesa da democracia, e outros altos propósitos de natureza cívica. Editado pelo STF, o código, e tudo o mais que possa ser “interpretado” pelos ministros, passou a ser um instrumento de proteção aos corruptos do governo e de todo o baixo mundo que gira em torno dele. De outro lado, o combate a corrupção, como na Lava Jato, é tratado hoje como crime inafiançável.

“Passou a valer realmente tudo, até roubar os velhinhos aposentados do INSS fazendo descontos ilegais sobre os trocados que recebem ali”

J. R. Guzzo

A soma da vontade de roubar com a vontade de absolver teve como resultado inevitável o Brasil do INSS que está aí — o Brasil do INSS e de todo o conto de terror que está sendo o governo Lula em matéria de ladroagem desesperada. Em pouco mais de dois anos de governo, conseguiram roubar, só ali, cerca de R$ 6 bilhões — a demonstração mais didática do que a legalização virtual da roubalheira está fazendo com esse país. Passou a valer realmente tudo, até roubar os velhinhos aposentados do INSS fazendo descontos ilegais sobre os trocados que recebem ali.

A posição da esquerda no caso INSS

O pior é o argumento da esquerda e suas milícias de apoio: não fomos nós que começamos esse roubo, a gente só continuou com o que já vinha sendo feito. Dois erros fazem um acerto; caso encerrado. Aliás, ficar falando nisso é coisa de fascista, golpista, direitista, bolsonarista etc. etc. que estão aí para acabar com a nossa democracia. Alexandre Moraes deveria prender quem espalha essas fake news.

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O que ninguém quer fazer é a pergunta mais simples: como seria possível não roubar se a justiça, na vida prática, permite que se roube?

Não foi demitido até agora nem o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, um notório e experiente frequentador do noticiário policial desde os tempos de Dilma Rousseff. É aí que está o carnegão do tumor: Lula criou esse Ministério da Previdência Social, que não existia, exatamente para esse tipo de coisa. Seu próprio irmão, ninguém menos, está metido até o talo nessa história, como dono de um “sindicato de aposentados” (pode isso, sindicato de quem parou de trabalhar?) que recebia descontos que foram roubados da remuneração dos velhinhos. A Contag, que vive na sala de Lula combinando a “reforma agrária”, também meteu a mão. Não vai acontecer nada com nenhum deles. Já podem preparar a próxima.

Leia também: “Compromisso com a desonra”, artigo de J. R. Guzzo publicado na Edição 266 da Revista Oeste

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10 comentários
  1. Teresa Guzzo
    Teresa Guzzo

    Roubar de idosos, que trabalharam uma vida para ganhar um salário mínimo,é permitido pelo STF e pelo Presidente. Sim precisam tirar dinheiro de algum lugar,acham que velhos nunca iriam perceber,é exatamente o que o irmão de Lula pensa.

  2. Nilton Honorato Velasquez
    Nilton Honorato Velasquez

    Cortando meus comentários. E, todos verdadeiros. 🤣🤣🤣🤣🤣

  3. Nilton Honorato Velasquez
    Nilton Honorato Velasquez

    🤣🤣🤣🤣iberdade de expressão.. o revista nojenta

  4. ELIAS
    ELIAS

    Com o devido respeito aos leitores que apontam o pleonasmo do “eráriopúblico”, vocês estão se pegando num detalhe para ofuscar a verdade mais absoluta: tivéssemos meia dúzia de Jornalistas, (assim, com J maiúsculo) com a coragem e a lucidez de J. R. Guzzo o país estaria melhor.

    1. Teresa Guzzo
      Teresa Guzzo

      Sim Elias ,você tem toda razão. Se a lucidez de Guzzo pudesse ser passada por “iosmose” aos jornalistas brasileiros, o país estaria bem melhor.

      1. Teresa Guzzo
        Teresa Guzzo

        Errata::osmose,quem frequentou o ginásio, aprendeu o que significa esse processo na matéria Biologia.

  5. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Guzzo como sempre pisa na ferida da jumentada petista kkkk e o irmão do ex presidiário está envolvido e meteu a mão no dinheiro dos aposentados com a anuência do “ pai dos pobres” usando seu tênis de 10 mil reais

    1. Reinaldo Terribelli
      Reinaldo Terribelli

      Pelo seu jeito , você é da turminha que estava “recebendo” .
      Acertei? , é só a observação de um leigo no assunto.
      Pode ser que eu esteja errado , mas , que parece parece , convenhamos .

  6. Carlos
    Carlos

    Mestre Guzzo, com a devida vênia: “erário público” não é pleonasmo?

    1. Luiz Renato
      Luiz Renato

      Provavelmente é, mas roubar, PT e corrupção não é…Embora seja esperado.

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