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Política

Sindicatos brasileiros condenam ações dos EUA na Venezuela

CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB e Intersindical assinam o manifesto pró-regime chavista

facção Pesquisa Ditador da Venezuela, Nicolás Maduro | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Com presença da CIA na Venezuela, Trump coloca ditadura de Nicolás Maduro em cheque | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Seis centrais sindicais do país divulgaram nesta quinta-feira, 16, uma nota conjunta na qual condenam as ações dos Estados Unidos para combater o tráfico de drogas da Venezuela. O grupo acusa Washington de adotar medidas que ameaçam a estabilidade da região e pede união dos países latino-americanos em defesa do regime chavista.

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O documento, intitulado “Defender a paz na Venezuela é proteger a América Latina”, leva a assinatura de Sérgio Nobre (CUT), Miguel Torres (Força Sindical), Ricardo Patah (UGT), Adilson Araújo (CTB), Antonio Neto (CSB) e Nilza Pereira de Almeida (Intersindical).

Manifesto cobra reação do governo brasileiro

As entidades consideram que as recentes ações do governo norte-americano, sob comando de Donald Trump, configuram um “avanço militar injustificável”. O texto cita o envio de bombardeiros B-52, o deslocamento de navios de guerra para o litoral venezuelano e a autorização para que a CIA execute operações secretas na região.

Segundo as centrais, essas medidas repetem práticas usadas pelos Estados Unidos em períodos de tensão global e violam normas internacionais. O manifesto afirma ainda que o discurso norte-americano de defesa da democracia serve como pretexto para recuperar influência política e econômica na América Latina.

“O objetivo é devolver o poder a setores alinhados a Washington, que sempre exploraram o povo venezuelano e buscam eliminar conquistas sociais obtidas nas últimas décadas”, diz o texto. As organizações sindicais pedem que governos da região, especialmente o brasileiro, adotem posição firme contra o que chamam de “avanço imperialista”.

Declarações de Trump ampliam o impasse com a Venezuela

A nota foi divulgada um dia depois de Donald Trump confirmar que autorizou a CIA a executar operações secretas contra a ditadura de Nicolás Maduro. Em entrevista concedida na quarta-feira 15, o presidente norte-americano disse que analisa o envio de tropas à Venezuela, sob a justificativa de intensificar o combate ao narcotráfico.

Trump declarou que o controle naval no Caribe já está consolidado e que novas ações terrestres estão “em avaliação”. O republicano afirmou que embarcações interceptadas transportavam drogas em volume suficiente para causar milhares de mortes por overdose nos EUA.

O republicano também acusou Maduro de comandar o tráfico internacional por meio do grupo conhecido como Cartel de los Soles. Segundo Trump, o regime chavista libertou e enviou criminosos aos Estados Unidos.

Questionado sobre a possibilidade de ter autorizado a execução de Maduro, o presidente norte-americano classificou a pergunta como “sem fundamento”.

Leia também: “Lula condena ação dos EUA na Venezuela: ‘O povo é dono do seu destino'”

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4 comentários
  1. Wagner Cesar Palmieri
    Wagner Cesar Palmieri

    Simples, tira esses vagabundos do ar condicionado e manda para o front.

  2. IVAN SEVERO DA SILVA
    IVAN SEVERO DA SILVA

    Quando ouço sindicato , me lembro do comissariado soviético, KGB ,SS, foro de SP,farcs ,PCC e CV .
    A organização é a mesma

  3. Lauro Patzer
    Lauro Patzer

    É simples para entender o apoio dos sindicatos brasileiros ao ditador e narcotraficante, Maduro. A quem eles prestam seus serviços aqui no Brasil? A que partido? A que ideologia? Tudo quem paga é o pagador de impostos.

  4. Paulo Sérgio Gusson
    Paulo Sérgio Gusson

    Sindicatos sinônimo de exploração de trabalhadores não tem moral para nada.

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