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Política

Senadora quer anular decreto do governo ligado a conflitos fundiários

Tereza Cristina (PP-MS) argumenta que 'a regularização fundiária deve ser técnica, impessoal e baseada em critérios legais'

Senadora Tereza Cristina já foi ministra da Agricultura
Senadora Tereza Cristina já foi ministra da Agricultura, no governo Bolsonaro | Foto: Guilherme Martimon/MAPA

Disputas sobre políticas para o campo têm provocado embates entre representantes do agronegócio no Congresso e o governo federal. Na semana passada, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) apresentou um projeto de lei que tem como objetivo anular um decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que institui o Plano Nacional de Proteção a Defensoras e Defensores de Direitos Humanos.

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Segundo ela, a medida abre espaço para que invasores de terras recebam o reconhecimento de “defensores de direitos humanos” e, assim, tenham respaldo estatal. O novo decreto prevê que o Ministério do Desenvolvimento Agrário participe da proteção desses defensores e ofereça regularização fundiária, acesso à terra e incentivos ao etnodesenvolvimento sustentável.

Entre as ações previstas estão o suporte à agricultura familiar de comunidades quilombolas e de povos e comunidades tradicionais. Até o momento, a pasta não se manifestou sobre as críticas.

Críticas da senadora e temores do setor ruralista

Senadora comentou a proposição no X | Foto: Reprodução/Internet

Tereza Cristina argumenta que a iniciativa pode estimular ocupações, ao permitir que grupos reivindiquem terras e busquem proteção oficial. Para ela, o governo estaria “institucionalizando o uso da terra como moeda política” e desvirtuando o papel do Estado.

“Na prática, trata-se de deturpar o papel constitucional do Estado”, argumentou a parlamentar. “A regularização fundiária, que deveria ser política técnica, impessoal, baseada em critérios legais, seria um mecanismo de suposta ‘proteção’ a grupos que podem se autodeclarar defensores de direitos humanos, ainda que envolvidos em invasões ou ocupações ilegais.”

Leia também: “Bahia sob o comando do crime”, reportagem de Uiliam Grizafis publicada na Edição 295 da Revista Oeste

Desde o início do atual mandato, o Palácio do Planalto e a Frente Parlamentar da Agropecuária mantêm relação conflituosa. O deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), coordenador da bancada ruralista, declarou que o governo “dá motivo para brigar todos os dias”.

Paralelamente, tramitam quase 20 projetos de lei na Câmara dos Deputados e no Senado Federal que tentam enquadrar como terrorismo ações de movimentos como o MST.

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1 comentário
  1. FRANCISCO FERREIRA
    FRANCISCO FERREIRA

    Os trevosos sempre na defesa dos errados. Impressionante!

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