O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) apresentou nesta segunda-feira, 2, um requerimento à Comissão de Assuntos Econômicos para que Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central (BC), seja convidado a prestar informações sobre a atuação da autoridade monetária na liquidação do Banco Master. O pedido ainda precisa ser analisado pelo colegiado.
A liquidação do banco foi decretada pelo BC em 18 de novembro do ano passado. Horas antes, na noite do dia 17, Daniel Vorcaro, dono da instituição, foi preso pela Polícia Federal (PF) quando tentava embarcar para Dubai. Atualmente, ele cumpre prisão domiciliar.
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No requerimento encaminhado à comissão, Veneziano afirma que, “em nome da transparência”, considera que “convém que as autoridades envolvidas possam vir a este colegiado” para relatar sua atuação para “interromper e conter os danos causados por esse pernicioso esquema”.
Veneziano é irmão do presidente do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo Filho. No órgão, foi aberta uma inspeção para apurar a conduta do BC na supervisão do Master, determinada pelo ministro Jhonatan de Jesus, que chegou a mencionar a possibilidade de reverter a liquidação.
O requerimento ainda não entrou na pauta da comissão. A reunião prevista para terça-feira, 3, foi cancelada. Na quarta, 4, está marcada reunião extraordinária para analisar a criação de um grupo de trabalho para acompanhar as investigações, iniciativa do presidente do colegiado, Renan Calheiros (MDB-AL).

Galípolo comentou caso Master
Em novembro, durante o Almoço Anual dos Dirigentes de Bancos da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Galípolo comentou publicamente as investigações que levaram à liquidação do Master. “A obra de supervisão nunca está completa, não só da supervisão”, disse. “O trabalho do BC não tem ponto de chegada, é um movimento contínuo.”
Na ocasião, Galípolo destacou a atuação conjunta do BC, do Ministério Público e da PF no caso. Segundo ele, a diretoria de fiscalização do BC identificou irregularidades e comunicou as autoridades competentes, “cada uma realizando sua parte sem interferência mútua”.
Galípolo afirmou ainda que falhas bancárias não são exclusivas do Brasil e citou episódios recentes em outros países. “Bancos são instituições falíveis”, declarou. “Esses problemas vão acontecer. O importante é a gente sempre aprender e conseguir inovar para que você não caia na repetição de problemas que aconteceram no passado.”
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