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Política

Senador cobra transparência do STF sobre gastos de viagens de Gilmar Mendes

Alessandro Vieira quer saber dos gastos do ministro em 11 eventos no Brasil e no exterior

Gilmar Mendes esteve em Londres com os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes | Foto: Reprodução/Nelson Jr./SCO/STF
Gilmar Mendes esteve em Londres com os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes | Foto: Reprodução/Nelson Jr./SCO/STF

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, as informações sobre os custos de passagens aéreas e diárias do ministro do STF Gilmar Mendes. Ele participou de onze eventos no Brasil e no exterior, entre junho de 2023 e abril deste ano.

Leia mais: “Ministros do STF, STJ e TSE não revelam quem pagou suas despesas em evento de Londres”

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Os eventos ocorreram em diferentes locais, como Mato Grosso, Portugal, Curitiba, França, Fortaleza, Rio de Janeiro, Londres e São Paulo. Alessandro Vieira quer saber os custos de possíveis despesas relacionadas às participações de Gilmar Mendes e do ministro Dias Toffoli em um evento programado para maio.

Em um ofício recentemente assinado, o senador argumenta que a presença de Gilmar Mendes nesses eventos está relacionada ao exercício de sua função na Corte Suprema.

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O senador também destaca a importância da transparência e da divulgação pública de informações sobre as participações de magistrados em eventos.

Senador Alessandro Vieira (MDB-SE) | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
O senador Vieira também exigiu saber se Gilmar Mendes recebeu remuneração ou outros benefícios por sua participação nos eventos | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Essas solicitações surgem depois de o jornal O Estado de S. Paulo revelar que a British American Tobacco (BAT) Brasil foi uma das patrocinadoras de um evento em Londres. A conferência contou com a presença dos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

Leia também: “Moraes: ‘Vou me autoprocessar por bullying’

A empresa possui processos em trâmite no STF e faz parte de uma associação relacionada a um processo no qual Toffoli é parte interessada.

Custos e possíveis conflitos de interesse das viagens de Gilmar Mendes

Alessandro Vieira também quer saber se Gilmar Mendes recebeu remuneração ou outros benefícios por sua participação nos eventos. Além disso, questiona a presença de ministros do STF em eventos particulares com financiamento privado. Indaga também sobre a potencial influência em processos em curso na Corte.

Saiba mais: “Gilmar Mendes vê tecnologia como ‘séria ameaça à democracia’”

O senador também levanta questões sobre a falta de informações concretas no Portal da Transparência do STF, em relação à agenda dos ministros, às ausências e às presenças nas sessões.

Alessandro Vieira solicita esclarecimentos sobre a possível disponibilidade de dados abertos relacionados à gestão de recursos públicos na Corte. Sobretudo, no que diz respeito aos ministros e sua participação em eventos privados.

Leia também: “O Supremo não responde”, artigo de J. R. Guzzo publicado na Edição 215 da Revista Oeste

3 comentários
  1. CLAUDIONOR BATISTA DE AZEVEDO
    CLAUDIONOR BATISTA DE AZEVEDO

    Tem que haver transparência total, os Ministros do STF, STE e de todo o Judiciário são servidores públicos, pagos com os impostos do povo brasileiro trabalhador.
    TEM QUE ACABAR COM O SIGILO DE TUDO: USO DE JATINHOS DA FAB, DIARIAS DE HOTEIS, CARTÕES CORPORATIVOS, ALUGUEIS DE CARROS, PATROCINADORES PRIVADOS DOS EVENTOS, ETC…
    Todos esses sigilo, nos faz pensar que voltou: O MENSALÃO, CORRUPÇÃO, DESVIOS DE VERBAS, ESPRESTIMOS DO BNDS, CEF, BB, AOS AMIGOS E PAISES AMIGOS, DESFALQUE NOS FUNDOS DE PENSÕES, PRESENTES DE SITIOS, APARTAMENTOS, CONTAS SECRETAS, enfim o que sucedeu nos 4 governos do PT e seus PUXADINHOS.
    Desse jeito o Pobre Brasil, está indo ao fundo do poço.

  2. Flavio Rodrigues Motta
    Flavio Rodrigues Motta

    Como pode isso? Agentes públicos os mais altos do país participam de evento patrocinado por dinheiro privado e não se pode saber quem são esses patrocinadores, não se pode apurar se a relação público-privada foi adequada conforme a legislação ou se houve relação indevida? Até bordéis parecem mais probos que isso!

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