publicidade
Política

Senado recorre de decisão de Gilmar sobre impeachment

Manifestação pede pausa nas ações até que o Congresso conclua a análise de uma lei relacionada ao dispositivo de destituição

O presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP)
O presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP) | Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O Senado recorreu da liminar do ministro Gilmar Mendes que restringe à Procuradoria-Geral da República (PGR) a apresentação de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão será analisada pelo plenário da Corte em julgamento virtual na sexta-feira 12.

Na manifestação, a Advocacia-Geral do Senado pede que as ações sobre o tema fiquem suspensas até a votação da nova Lei do Impeachment pelo Congresso. Como alternativa, solicita que a liminar seja revogada ou tenha os efeitos suspensos até a conclusão da análise do projeto.

Receba nossas atualizações

Detalhes do documento enviado pelo Senado

Segundo o jornal O Globo, o Senado afirma que há um “fato novo relevante”: o avanço do Projeto de Lei n° 1.388/2023, que atualiza a Lei do Impeachment e aborda os mesmos pontos tratados pela decisão de Gilmar Mendes — início do processo, legitimidade para denúncia e garantias processuais.

Para a Casa, manter a liminar enquanto o projeto tramita pode gerar “dissonâncias normativas” e dificultar o trabalho legislativo. O Senado sustenta que não há risco imediato, porque não existe pedido de impeachment em curso contra ministros do STF.

Na petição, a Advocacia do Senado diz que o objetivo não é limitar o STF, mas “harmonizar” a atuação da Corte com o processo legislativo, e pede que as ações fiquem suspensas até a conclusão da nova lei ou, alternativamente, que a liminar seja revogada.

Discussão sobre impeachment de ministros

No Legislativo, a leitura do parecer da nova Lei do Impeachment na Comissão de Constituição e Justiça foi adiada a pedido do relator, Weverton Rocha (PDT-MA), que quer aguardar uma sessão de debates no plenário depois do recesso.

Com isso, a tramitação fica para 2026. Ele afirma que ainda há pontos sensíveis a ajustar, como regras aplicáveis às Forças Armadas, ao Ministério Público e a outros agentes públicos.

A oposição vê risco de o texto endurecer o quórum para instauração de impeachment contra ministros do STF — hoje possível com recurso de 41 senadores — e avalia que a proposta pode acabar mais restritiva que a decisão de Gilmar.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

O projeto retira do cidadão a possibilidade de apresentar pedidos individualmente, cria prazos para manifestações dos presidentes da Câmara e do Senado e detalha os tipos de crimes de responsabilidade, além de estabelecer etapas escalonadas e parâmetros de dosimetria.

A decisão de Gilmar, que será analisada pelo plenário virtual a partir de 12 de dezembro, determina que apenas a PGR pode apresentar pedidos de impeachment contra ministros do STF e exige maioria de dois terços para abrir e aprovar o processo. A lei atual, de 1950, permite denúncias por “qualquer cidadão” e prevê maioria simples para recebimento e julgamento.

Leia também: “Constituição em frangalhos”, artigo de Augusto Nunes e André Marsiglia na Edição 299 da Revista Oeste

Leia mais sobre:

5 comentários
  1. KARIN STEPPE
    KARIN STEPPE

    Medrosos do jeito que são dúvido que sigam em frente 😡

  2. Durango Kid
    Durango Kid

    Melhor forma de responder a isso é pedir o impeachment do Sapão e simplesmente descartar essa maluquice do boca de sacola. Ah lembrei! O Alcolumbre covarde não tem coragem de pautar impeachments dos iluministros do éssetefe…

  3. carlos
    carlos

    Decisões nulas não produzem efeito no mundo jurídico.
    Bastava desconsiderá-la e colocar um ou dois pedidos de impeachment para tramitar no Senado.
    Mas Alcolumbre é o presidente do senado atual, de modo que, está tudo explicado, ou melhor dominado.

  4. Iramar Benigno Albert Júnior
    Iramar Benigno Albert Júnior

    Irão apenas oficializar a decisão criminosa do boca de sapo. Não esperem coisas boas para a sociedade.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade