O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu adiar, nesta quarta-feira, 20, a votação da indicação do ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para a Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Depois de consultar integrantes da Mesa Diretora da Casa, Alcolumbre afirmou que optou por retirar a indicação da pauta por causa do baixo quórum no plenário. Segundo ele, o Senado registrava menos de 65 parlamentares presentes durante a sessão, o que “não era justo para um decisão desse porte”.
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O presidente da Casa declarou que, desde o início da atual gestão, nunca conduziu uma votação relevante como essa com menos de 69 senadores em plenário. A expectativa é que a análise de Benedito ocorra na próxima semana.
O presidente do Congresso destacou ainda que a posse do ministro só ocorrerá em 3 de setembro. Assim, o “Senado ainda tem tempo para deliberar com calma a matéria”.
Mais cedo, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou o nome de Benedito Gonçalves por 21 votos favoráveis e cinco contrários. Para assumir a Corregedoria do CNJ no biênio 2026/2028, o ministro ainda precisa obter ao menos 41 votos favoráveis no plenário do Senado.

Benedito defendeu fortalecimento da confiança no Judiciário
Durante a sabatina na CCJ, Benedito afirmou que a credibilidade do Judiciário depende de transparência, respeito às garantias constitucionais e aprimoramento institucional contínuo.
“A confiança pública no Judiciário não se impõe, constrói-se”, declarou o ministro. “Constrói-se com decisões fundamentadas, procedimentos transparentes, respeito às garantias constitucionais, firmeza contra desvios e humildade institucional para reconhecer que todo órgão público pode e deve melhorar.”
O presidente do STJ, Herman Benjamin, escolheu Benedito para a função depois da eleição interna realizada em 14 de abril.
Caso o Senado confirme a indicação, o ministro ficará responsável pela fiscalização administrativa e disciplinar do Poder Judiciário brasileiro.
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