A deputada federal Roseana Sarney (MDB-MA), de 72 anos, voltou a ser internada na última sexta-feira, 16, para tratar uma pneumonia. A parlamentar enfrenta um câncer de mama triplo negativo e precisou adiar a última sessão de quimioterapia, marcada para o dia 27 de janeiro.
Na quinta-feira 15, ela havia recebido alta hospitalar, mas precisou retornar à unidade médica depois de ser diagnosticada com infecção pulmonar. Segundo a equipe responsável, o quadro exigiu a suspensão temporária da quimioterapia.
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Em vídeo publicado nas redes sociais neste domingo, 18, Roseana comentou a internação e falou sobre os próximos passos do tratamento.
“Eu tive alta e fui para casa na quinta-feira, mas na sexta-feira já tive de voltar para o hospital”, disse a deputada. “Eu peguei, sei lá onde, uma pneumonia, aí tive de vir para o hospital, e estou no hospital até agora, tratando da pneumonia. Eles suspenderam a última quimio que eu ia fazer dia 27. Agora, vou direto para a cirurgia. Estou muito esperançosa.”
Roseana foi a primeira mulher eleita governadora de um Estado no Brasil e comandou o Executivo maranhense por quatro mandatos. Também ocupou uma cadeira no Senado Federal e atuou como líder do governo no Congresso Nacional. É filha do ex-presidente José Sarney.
Ao longo da vida, a parlamentar passou por procedimentos cirúrgicos na mama, no pulmão e no intestino, além de ter retirado o útero. Ela também enfrentou internações de urgência e etapas longas de recuperação, algumas delas durante períodos de campanhas eleitorais e disputas políticas.
Entidades indicam maior agressividade do câncer triplo negativo
Segundo parecer de 2018 da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, o câncer de mama triplo negativo aparece com menor frequência e costuma integrar o grupo de maior agressividade entre os tumores mamários.
De acordo com a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama, a doença corresponde a 15% de todos os casos.
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Nesse sentido, sua “incidência costuma ser maior em mulheres jovens (com menos de 40 anos), latinas e negras”. A entidade também afirma que “é mais comum em mulheres que possuem mutação nos genes BRCA1 e/ou BRCA2”.
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