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Política

Rio de Janeiro seleciona 50 nomes de pessoas para batizar ondas de calor

O município adotou novos protocolos para alertar sobre o fenômeno climático

Moradores e turistas em praia do Rio de Janeiro em dia com onda de calor
Dia de calor e mar agitado com ondas que podem chegar aos 3 metros na orla da praia do Arpoador na zona sul da cidade do Rio de Janeiro | Foto: Luiz Gomes/Fotoarena/Estadão Conteúdo

A cidade do Rio de Janeiro implementou um novo protocolo para alertar sobre ondas de calor extremas. A medida, anunciada pelo prefeito Eduardo Paes (PSD), na sexta-feira 27, prevê a seleção de 50 nomes para batizar as ondas até 2028. O Executivo carioca pode cancelar grandes eventos nos casos mais intensos.

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A administração municipal escolheu o nome Ian para a primeira onda de calor de 2024, que ainda não tem data definida. Essa denominação será atribuída a uma onda de calor que atenda a três critérios:

  1. temperatura prevista de 44°C ou mais;
  2. duração mínima de duas horas; e
  3. atuação de uma massa de ar quente por três dias ou mais.

A prefeitura vai incorporar os avisos de calor aos estágios operacionais da cidade, que há anos orientam os moradores em situações de chuvas intensas ou incidentes. O sistema de alerta utilizará cinco Níveis de Calor (NC), similar à escala do Centro de Operações.

Confira a lista das ondas de calor:

Lista de nomes de onda de calor no RJ
A Prefeitura do Rio divulgou a lista com os 50 nomes | Foto: Divulgação/Prefeitura do Rio de Janeiro

O NC1 indica ausência de calor intenso, enquanto o NC2 considera altas temperaturas por menos de três dias. O NC3 prevê ações de comunicação.

“Quando percebermos que tem um nível de calor muito alto e com uma previsão de permanência de pelo menos três dias consecutivos, começa a ter um impacto na saúde”, afirmou Paes.

Os níveis NC4 e NC5 podem afetar a rotina da cidade, com máximas provavelmente acima de 40°C. Nesse caso, a prefeitura poderá cancelar eventos e suspender trabalhos ao ar livre. A morte de uma fã por hipotermia durante um show de Taylor Swift, em novembro, foi um dos motivos para essa norma.

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O modelo de nomeação segue o exemplo norte-americano, onde o Serviço Meteorológico dos Estados Unidos nomeia tempestades há 70 anos.

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