A montagem de um palco gospel no Réveillon de Copacabana, no Rio de Janeiro, gerou polêmica neste domingo, 28. O babalaô (sacerdote) Ivanir dos Santos publicou, em suas redes sociais, críticas ao investimento do prefeito Eduardo Paes (PSD) com a contratação de músicos cristãos.
Segundo dos Santos, a celebração em Copacabana “só se tornou uma das maiores festas de passagem de ano do mundo” por causa da cultura negra. “É muito chato nós sabermos que fomos mais uma vez excluídos, as tradições religiosas e culturais que construíram esta festa não têm recebido a mesma atenção”, afirmou. “Faço uma pergunta ao prefeito Eduardo Paes: qual foi a política pública feita para as culturas afro-brasileiras?”
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O jornalista Ancelmo Gois, por sua vez, reproduziu a crítica em sua coluna no jornal O Globo. O prefeito, então, respondeu publicamente, pela primeira vez.
“É impressionante o nível de preconceito dessa gente”, escreveu em sua conta no X. O réveillon da praia de Copacabana é de todos! A música gospel também pode ter seu lugar. Assim como o samba, o rock, o piseiro, o frevo, a música baiana, a mpb, a bossa nova…. Cada um que fique no ritmo que mais curte! O povo Cristão também tem direito a celebrar! Amém! Axé! Shalom! Namaste!”
Paes diz que samba é o protagonista do réveillon
A jornalista Flávia Oliveira também respondeu o governador. “Essa gente que teve a própria festa apropriada por comércio”, escreveu. “Essa gente que teve seus saberes em saúde reconhecidos e, posteriormente, destituídos pela mesma Prefeitura.”
Paes voltou a se manifestar em seguida. “Como radicalizar uma cidade aberta pra todas as crenças”, afirmou. “Vou continuar celebrando todos os cariocas.”
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Depois da repercussão, o governador divulgou em suas redes sociais a lista de gêneros musicais que compõem a programação do réveillon. Segundo a publicação, o samba e suas variações representam mais de 50% da grade artística, enquanto o gospel soma cinco atrações, o equivalente a apenas 6,25% do total.
O pastor Silas Malafaia também comentou o caso em suas redes sociais. Em resposta a dos Santos, ele lembra que “Toda a orla, não só de Copacabana, mas de todas as praias, são tomadas para oferendas de cultos de matriz africana”, assim como os palcos. “Quer aparecer? Pendura uma jaca ou melancia no pescoço!”, completou.





































Ah, no meu comentário sobre o idioma, esqueci de salientar que saiu a pérola “prefeito carioca responde sacerdote afro e jornalista”.
Que barbaridade! É “responde ‘A’ sacerdote afro e ‘A’ jornalista”.
Pensei que a Revista Oeste respeitasse o nosso idioma. Engano meu.
Quem responde, responde “A” (ou “PARA”) alguém.
Não é “João responde José”; é João responde “A” José.
Como podem deixar passar que “…a jornalista responde o governador”? É:” a jornalista responde ‘AO’ governador”.
A última flor do Lácio, inculta e bela, está só inculta e perdendo a beleza. Precisa ser regada, pois está secando e morrendo no jardim de Paulo Freire.
E. Paes é de um cinismo igual ao seu ídolo de Brasília.
São amiguinhos e se apoiam mutuamente.