Clínicas privadas em todo o Brasil voltaram a disponibilizar a vacina Qdenga, contra a dengue, depois de uma interrupção em fevereiro. A farmacêutica japonesa Takeda havia suspendido a ação para priorizar a campanha do Sistema Único de Saúde (SUS).
O SUS priorizou a vacinação para jovens de 10 a 14 anos em 1,9 mil municípios com alta prevalência de dengue. O governo aprovou a vacina para as pessoas que têm de 4 a 60 anos.
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A farmacêutica Takeda, responsável pela vacina, informou em nota que está fornecendo um “estoque de segurança” para a rede privada, destinado a pessoas que não são elegíveis pelo SUS e para aqueles que precisam da segunda dose.
A Qdenga começou a ser vendida em julho do ano passado, depois da aprovação da Anvisa. A Takeda não especificou a quantidade destinada à rede privada, apenas afirmou que é limitada, em virtude da prioridade dada ao SUS.
O acordo com o governo brasileiro prevê 6,6 milhões de doses para 2024 e 9 milhões para 2025. O Ministério da Saúde informou que adquiriu todas as doses disponibilizadas pela Takeda para os próximos dois anos. As novas compras dependerão da disponibilidade de doses no Brasil e no mundo.
Os preços da vacina contra a dengue na rede privada
Na rede privada, a vacina custa de R$ 350 a R$ 490 por dose. Como o esquema de vacinação inclui duas doses com intervalo de três meses, o custo total varia de R$ 700 a R$ 980.
A vacina está disponível em diversas redes de clínicas e farmácias, como o Grupo Fleury, a rede Dasa, o Labi, a Beep, o Einstein e o Grupo DPSP. Algumas redes, como DrogaRaia, DrogaSil e Panvel, ainda não retomaram a oferta da vacina.
Leia também: Brasil: O país da dengue, reportagem de Rachel Díaz publicada na Edição 220 da Revista Oeste
De acordo com a Anvisa, a eficácia da vacina é de 80,2% para prevenir infecções e de 90,4% para casos graves. A Sociedade Brasileira de Imunizações recomenda a vacinação para todas as pessoas elegíveis, independentemente de terem tido dengue anteriormente.
Brasil lidera os casos da doença no mundo sob o governo Lula
Apesar disso tudo, o governo registrou 6,2 milhões de casos até o fim de junho de 2024 — um aumento de 344,5%, em comparação ao mesmo período de 2023.
Além disso, o Brasil lidera os casos de dengue no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). As mortes também aumentaram, com 4,2 mil vítimas até agora — um aumento de 327,3%, em relação ao ano anterior.
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