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Real Time Big Data: mais de 50% veem aborto e maconha como imorais

Levantamento mostra maior aceitação de contraceptivos, divórcio e pena de morte; rejeição varia por idade, renda e voto

Real Time Big Data: mais de 50% veem aborto e maconha como imorais
Pesquisa também verificou julgamento dos brasileiros sobre temas como divórcio e uso de anticoncepcionais | Foto: Montagem Revista Oeste/ChatGPT

Levantamento do instituto Real Time Big Data revela uma ampla rejeição dos brasileiros ao aborto e ao consumo de maconha sob o ponto de vista moral. A pesquisa, realizada a partir de 3 mil entrevistas em todo o país, também mostra o julgamento a respeito de outros comportamentos, como divórcio e endosso à pena de morte.

Segundo a pesquisa, 63% consideram o aborto imoral, enquanto 26% não veem problema no infanticídio. A rejeição aumenta com a idade, alcançando 87% entre pessoas com 60 anos ou mais, e cai para 40% entre jovens de 16 a 34 anos.

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Entre eleitores, 69% dos que votaram em Jair Bolsonaro em 2022 classificam o aborto como imoral, ante 62% dos que apoiaram Luiz Inácio Lula da Silva. A pesquisa foi realizada de 30 de março a 1º de abril, com margem de erro de 3 pontos porcentuais e nível de confiança de 95%.

Aborto bebê
Rejeição ao aborto aumenta de acordo com a idade, mostra levantamento | Foto: Reprodução/Freepik

O uso de maconha também encontra ampla resistência: 55% o consideram imoral, contra 35% que não veem problema. A reprovação é maior entre mulheres (60%) do que entre homens (49%) e chega a 82% entre os mais velhos.

Em contrapartida, o uso de contraceptivos é amplamente aceito: 81% dizem não ser imoral, índice que sobe para 90% entre jovens e para 88% entre quem recebe mais de cinco salários mínimos.

O divórcio segue padrão semelhante, com 81% que afirmam que não é imoral, perante 9% que o consideram errado. Jovens são mais permissivos (91%), enquanto entre idosos a rejeição chega a 17%.

Marcha da Maconha na Avenida Paulista, em São Paulo | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Marcha da Maconha na Avenida Paulista, em São Paulo | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Maioria não vê pena de morte como imoral

A corrupção aparece como um dos pontos de maior consenso negativo: 56% a classificam como imoral, contra 27% que não veem problema. A reprovação é mais elevada entre eleitores de Bolsonaro (62%), mas também é significativa entre os de Lula (51%) e atinge 63% entre jovens.

Já a pena de morte encontra maior tolerância: 74% afirmam não considerar imoral apoiar a medida, enquanto 19% discordam. O apoio é mais alto entre homens (80%) do que entre mulheres (68%).

Em relação à riqueza, 77% dizem não considerar imoral ser muito rico, enquanto 12% avaliam o contrário — porcentual que sobe para 17% entre quem ganha até dois salários mínimos.

Leia também: “Falta clareza moral“, artigo de Theodore Dalrymple publicado na Edição 314 da Revista Oeste

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