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Política

'Rachadinha' no Amapá entra na mira da PF

Por meio do esquema, mais de R$ 7 milhões foram desviados

Mandados de busca, apreensão e prisão foram cumpridos em seis cidades do Paraná e em um município de Mato Grosso do Sul | Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Double Crack nesta sexta-feira, 8. Na mira, um esquema de “rachadinha” no Amapá envolvendo membros da Assembleia Legislativa do Estado (Alap). A prática ilegal consiste no repasse de parte ou todo o salário do servidor para o parlamentar que o contratou.

Além do esquema, a PF constatou fortes indícios de fraude na licitação da locação do imóvel onde funciona a Escola do Legislativo da Alap. Em um dos casos da “rachadinha” no Amapá, um assessor chegou a ficar com apenas R$ 1 mil do salário de R$ 8 mil.

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A descoberta da “rachadihna” no Amapá

A investigação teve início após a Operação Chão de Vidro, deflagrada em março de 2020, que investigou possível compra de votos nas eleições de 2018.

Cerca de 50 policiais federais cumpriram 18 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Estadual do Amapá. Todos eles contra dois parlamentares estaduais, bem como os assessores que trabalham nos gabinetes dos respectivos deputados na capital, Macapá.

De acordo com os policiais, 33 assessores que agiam no esquema foram identificados. Porém, apenas 14 ainda permanecem em suas funções. As investigações também apontaram um esquema de repasses cruzados. Ou seja: quando o parlamentar recebe de um assessor registrado no gabinete de outro.

Estima-se que a “rachadinha” no Amapá desviou em torno de R$ 150 mil por mês. Pelo cálculos da PF, os valores desviados de 2019 até o momento passam de R$ 7 milhões.

Aluguel superfaturado

As investigações revelaram ainda que o prédio onde funciona a Escola do Legislativo da Alap foi locado em um processo licitatório com superfaturamento. O inquilino anterior pagava R$ 13 mil por mês, valor que passou para R$ 44 mil no contrato com o parlamento amapaense.

Em razão do aluguel e pela “rachadinha” no Amapá, os investigados poderão responder pelos crimes de peculato, corrupção passiva, organização criminosa, fraude em processo licitatório e lavagem de capitais.

Leia também: “Congresso em xeque“, reportagem de Cristyan Costa e Silvio Navarro para a Edição 106 da Revista Oeste

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6 comentários
  1. Regi
    Regi

    Amapá, Alagoas e estados do nordeste em geral só decepcionam nas eleições!

  2. Antonio Carlos Neves
    Antonio Carlos Neves

    Pois é, o Amapá com pouco mais de 500 mil eleitores tem 3 inúteis Randolfes no Senado e 8 deputados federais, por legislação eleitoral desproporcional que limita ao mínimo de 8 e máximo de 70 deputados federais. São Paulo portanto com 33 milhões de eleitores só tem 70 deputados federais e 16 estados somados com pouco mais de 32 milhões de eleitores tem 145 deputados. Isso não é uma lei INCONSTITUCIONAL Barroso? Afinal o voto do eleitor de São Paulo tem menos valor que o do Amapá.

  3. Ruy
    Ruy

    Enquanto o povo brasileiro continuar sendo o mais covarde sem vergonha na cara do mundo, tudo continuará como está para o gáudio dos corruptos, ou seja, de nosso “administradores” (sic) por nós escolhidos, diga-se de passagem …

  4. Jose Moura da Silva
    Jose Moura da Silva

    O Amapá não é o estado do “saltitante”?

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