O ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso na Penitenciária Federal de Brasília, anunciou nesta sexta-feira, 13, a troca de sua defesa.
Para o lugar do criminalista Pierpaolo Bottini, o banqueiro o advogado José Luís de Oliveira Lima, que também já defendeu figuras políticas de destaque, como o petista e ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e o ex-ministro da Defesa e da Casa Civil do ex-presidente Jair Bolsonaro, Walter Braga Netto.
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Também conhecido como Juca, Oliveira Lima tem mais de 30 anos de experiência e reconhecimento no meio jurídico. Foi eleito duas vezes entre os cem brasileiros mais influentes pela revista Época e, conforme o site do escritório do qual é sócio, Oliveira Lima & Dall’Acqua Advogados, é considerado um “dos 15 mais importantes advogados do Brasil”.
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Ele também foi presidente da Comissão de Direitos e Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP) e da Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo. Além disso, dirigiu a Associação dos Advogados de São Paulo e foi conselheiro da OAB-SP. Atualmente, é membro do Instituto dos Advogados de São Paulo.
Diferentemente de seu antecessor na defesa de Vorcaro, Oliveira Lima é visto como um advogado mais favorável a um acordo de delação premiada. A troca na defesa é um sinal de que os próximos passos do ex-dono do Master podem ser o de colaborar com as investigações, com a entrega de novas informações.
Foi nesta sexta-feira também que a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a prisão preventiva de Vorcaro. O banqueiro afirmou a sua equipe de defesa que decidiu negociar um acordo de delação premiada.
Defesa de Vorcaro e de políticos
Juca já representou na defesa pessoas que atuam em campos opostos no xadrez político. Em 2012, por exemplo, foi advogado de José Dirceu no caso do Mensalão. Já no ano passado, defendeu Braga Netto no julgamento da suposta trama golpista no STF, que culminou na condenação do ex-ministro da Defesa e da Casa Civil de Bolsonaro a 26 anos de prisão.
Com bom trânsito e circulação na Suprema Corte, ele chegou a se encontrar com praticamente todos os ministros da 1ª Turma — que realizou o julgamento —, com exceção da ministra Cármen Lúcia. Na época, queixou-se de que a defesa não teve acesso integral aos autos e afirmou acreditar que o processo estava sendo acelerado, o que o impediu de analisar mais de 100 mil páginas da denúncia.
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Mesmo assim, em conversa com o jornal O Estado de S. Paulo em março do ano passado, às vésperas do julgamento, o advogado afirmou ser contra manifestações de ataques ao STF.
“Não gosto de ataque ao Supremo Tribunal Federal. Eu não gosto de ataque aos ministros”, disse. “Gosto de falar dessas questões nos autos. Posso recorrer de uma decisão da Corte. Eu posso pontuar que entendo que a decisão está errada. Agora, atacar o Supremo Tribunal Federal, eu não vou fazer.”
Sobre já ter atuado na defesa de pessoas de diferentes lados da política, ele afirmou, na mesma entrevista, que defender a esquerda “tem muito mais charme” e angaria um apoio público mais veemente de determinados setores.
“Como eu disse, atuo há 35 anos. Eu já defendi pessoas de uma ideologia mais à esquerda, como já defendi pessoas de uma ideologia mais à direita”, afirmou o advogado. “E esse caso [o julgamento da suposta trama golpista] me ensinou uma coisa: defender a esquerda é mais charmoso para a academia, para as entidades e para a própria imprensa. Tem muito mais charme.”
Leia também: “O pior STF da história”, artigo de Eugênio Esber publicado na Edição313 da Revista Oeste
E mais: “A República dos Sicários”, por Flávio Gordon
Revista Oeste, com informações da Agência Estado









































PQP … E onde está a tal Vivi, esposa do CARECA DO MASTER?
Os R$3 milhões mensais para ela (ou para o marido?) não cobriam os custos para defender o Voccaro nessas situações?
Era só para o maridão dela livrar a cara do bandido nas “outras instâncias”?
Viva o Brasil …..