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Política

Quem é Miriam Belchior, futura ministra-chefe da Casa Civil de Lula

Atual comandante da pasta, Rui Costa deixará o cargo para concorrer ao Senado na Bahia

Miriam Lula
A petista Miriam Belchior assumirá a Casa Civil em abril deste ano I Foto: Marcelo Brandão/Agência Brasil

Nesta quinta-feira, 29, o ministro Rui Costa confirmou que Miriam Belchior será sua sucessora na Casa Civil quando ele deixar o cargo no fim de março. O petista deixará o governo para disputar as eleições para o Senado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) da Bahia, Estado do qual já foi governador.

O nome de Miriam como sucessora de Costa foi antecipado pela Revista Oeste no dia 20 de janeiro.

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Nascida em Santo André, na Região Metropolitana de São Paulo, Miriam integra o governo Lula desde o início deste mandato, em janeiro de 2023. Ela ocupa o cargo de secretária-executiva da Casa Civil, que representa o “número 2” dentro da pasta.

A movimentação acontece em razão das regras de desincompatibilização impostas pela Justiça Eleitoral. A norma obriga ocupantes de certos cargos públicos a se afastarem do posto antes de disputar uma eleição, buscando evitar abuso de poder político e econômico.

Miriam Belchior já foi ministra do Planejamento e presidente da Caixa

A participação de Miriam nos governos do PT vem desde o início do primeiro mandato de Lula na Presidência da República.

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Formada em engenharia de alimentos pela Universidade de Campinas e com mestrado em administração pública e governo pela Fundação Getúlio Vargas, Miriam começou a atuar no governo federal justamente na Casa Civil. Na pasta de 2003 a 2010, ela foi responsável por monitorar projetos estratégicos e por supervisionar o Programa de Aceleração do Crescimento.

Miriam veio a exercer a função de ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão do governo de Dilma Rousseff, de 2011 a 2014. Depois, durante o segundo mandato da petista, presidiu a Caixa Econômica Federal, cargo que ocupou até maio de 2016.

Antes de ir para Brasília, entre 1997 e 2002, Miriam atuou na Prefeitura de Santo André. Lá, exerceu as funções de secretária de Administração e Modernização Administrativa e, posteriormente, de secretária de Inclusão Social e Habitação.

Filiada ao PT, Miriam foi mulher de Celso Daniel. Também petista, ele foi o prefeito de Santo André de 1997 a janeiro de 2002, quando foi sequestrado e, consequentemente, assassinado.

Leia também: “A desordem estratégica do governo na CPMI do INSS”, reportagem publicada na Edição 300 da Revista Oeste

5 comentários
  1. Luís Roberto Bastian
    Luís Roberto Bastian

    Se a Dilma é a mãe do PAC, essa é a madrinha!

  2. CARLOS GUEDES
    CARLOS GUEDES

    Se é que ainda me lembro de alguma coisa, essa “senhora”, ex-esposa do Celso Daniel, assassinado pelo PT, nunca fez qualquer manifestação clara sobre a perda do marido. Saberia ela de algo mais? Era cúmplice? Ficou aliviada com a perda?
    Como é possível que, com todas as evidências que a morte do ex-marido foi uma queima de arquivo por parte do PT, ainda estar disposta a cooperar com a quadrilha?

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