O Partido dos Trabalhadores (PT) incluiu propostas de reforma para o Poder Judiciário em seu novo programa partidário. A minuta do projeto político será apresentada nesta semana no 8º Congresso Nacional da sigla, que pretende lançar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como candidato à reeleição.
O texto prevê a criação de normas de conduta para Cortes Superiores, com menção direta ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Receba nossas atualizações
Defensor da Corte mesmo diante das denúncias de sucessivos abusos contra os investigados do 8 de janeiro feitas por milhares de advogados do país, o partido busca, agora, às vésperas das eleições, se afastar do STF.
+ Leia mais notícias de Política em Oeste
Desde novembro passado, dois ministros da Corte — Dias Toffoli e Alexandre de Moraes — têm sido acusados de envolvimento com o Banco Master e seu ex-controlador, Daniel Vorcaro, sob total inércia do STF e da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Agora, o PT defende a criação de códigos de ética para o Judiciário para assegurar transparência e responsabilidade institucional. Além disso, o documento propõe o “fortalecimento de mecanismos de autocorreção” na Justiça sob controle republicano.
No entanto, a cúpula do partido avalia o impacto eleitoral do tema. Integrantes da legenda temem que a oposição utilize investigações que envolvem os ministros do STF Dias Toffoli e Alexandre de Moraes para desgastar a campanha de reeleição de Lula.
Programa do PT
O novo programa, coordenado por José Dirceu, afirma que o uso político do sistema de Justiça fragiliza a democracia. O documento lista temas como juros elevados, instituições fragilizadas e a expansão do crime organizado. Para enfrentar o cenário, porém, o PT reafirma o papel do Estado como indutor do crescimento através de bancos públicos e empresas estatais.

Já na área econômica e externa, o partido defende a autonomia nos setores de óleo, gás e petroquímica. O texto sugere a adoção do sistema de partilha para a exploração de minerais críticos, como terras raras e urânio. Além disso, o projeto prega a subordinação das Forças Armadas ao poder civil e a não interferência dos militares na política.
Leia também: “PT propõe mudanças nas Forças Armadas e no STF”
A agenda de segurança pública do partido inclui a criação do Ministério da Segurança Pública e a implementação do Sistema Único de Segurança Pública. O PT também propõe a revisão da Lei Antifacções, a reforma do sistema penitenciário e mudanças nas Polícias Civis e Militares.





































Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.