O diretório municipal do PT anunciou apoio à reeleição de Ricardo Teixeira (União Brasil) para a presidência da Câmara Municipal de São Paulo. Embora faça oposição ao prefeito Ricardo Nunes (MDB), a bancada petista decidiu se alinhar ao candidato apoiado pela prefeitura na disputa contra o vereador Rubinho Nunes (União Brasil). A eleição está marcada para o dia 15.
Com a decisão, o PT tende a manter um espaço na Mesa Diretora caso Teixeira seja reeleito — hoje, o partido ocupa a 1ª Secretaria, com o vereador Hélio Rodrigues, que também preside o diretório municipal.
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Em nota, os petistas reforçaram críticas a Rubinho, mencionando episódios como os “ataques” ao padre Júlio Lancellotti, o projeto que previa multa a quem distribuísse comida a pessoas em situação de rua e a condução da CPI dos Pancadões, classificada pelo partido como “instrumento de exposição e constrangimento de artistas periféricos”.
Bastidores das eleições na Câmara de São Paulo
A disputa abriu um racha dentro do União Brasil e na própria base do prefeito. O partido comandado por Milton Leite ameaça expulsar Teixeira caso ele mantenha a candidatura, contrariando um acordo de rodízio interno firmado antes das eleições de 2024.
A base de Nunes, porém, trabalha pela recondução. Com o apoio dos oito vereadores do PT, aliados afirmam já ter ultrapassado 40 votos. Rubinho segue buscando adesões.
Na quarta-feira 4, antes de anunciar apoio a Teixeira, os vereadores petistas se reuniram com Nunes. O prefeito disse que trataram do orçamento de 2026, não da eleição interna. Segundo ele, “o PT não tem como votar no Rubinho”.
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Mesmo ao declarar apoio, o PT criticou a gestão de Teixeira na Câmara, apontando falta de independência em relação ao Executivo e atropelos na análise de projetos.
O partido disse ter fechado acordo com o atual presidente para garantir respeito à proporcionalidade nas comissões, espaço para CPIs propostas pela oposição, debates sobre projetos e a criação da liderança da minoria, nos moldes da Câmara dos Deputados e da Assembleia Legislativa de São Paulo.
O comunicado também reafirma a oposição do partido às gestões de Ricardo Nunes e Tarcísio de Freitas (Republicanos), classificadas como “autoritárias e antipopulares”.
Eleição pode influenciar cenário nacional

A disputa tem repercussão nacional: interlocutores avaliam que o resultado poderá influenciar alianças e negociações para 2026, inclusive um possível rompimento do União Brasil com o bloco político de Nunes e Tarcísio — grupo que inclui PP, MDB, Republicanos e PL.
Há ainda a hipótese de Nunes disputar o governo de São Paulo caso Tarcísio tente a Presidência.
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