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Política

Psol e Rede recorrem ao STF para derrubar lei do marco temporal

Derrotados no Congresso Nacional, partidos da esquerda querem que o Supremo defina regra como institucional

marco temporal indios brasilia
Aliança entre bancadas ruralista, evangélica e da bala iniciou depois do STF considerar inconstitucional a tese do marco temporal | Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O Psol, a Rede Sustentabilidade e a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) ajuizaram nesta quinta-feira, 28, no Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação que pede a declaração de inconstitucionalidade da lei que estabelece o marco temporal para demarcação de terras indígenas. A norma foi aprovada pelo Congresso Nacional em setembro, dias depois de a Corte rejeitar a tese do marco temporal.

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A lei em questão estabelece que apenas as terras ocupadas por povos indígenas até 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição, podem ser demarcadas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou esse dispositivo, mas o Congresso derrubou o veto neste mês. A norma foi promulgada ontem.

Na ação apresentada ao STF, os dois partidos da esquerda e a Apib pontuam uma série do que consideram como “violações ao texto constitucional” na lei e dizem que “o majoritarismo violento do Congresso Nacional não pode vicejar”. Entre outros pontos, alegam que a norma altera a Constituição por meio de lei ordinária, que não seria o meio adequado, e que os direitos fundamentais são cláusulas pétreas (não podem sofrer alteração legislativa).

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“Resta nítido que a vigência da lei implica não só o aumento da violência contra os povos indígenas e seus territórios, como também afeta toda a sociedade indígena e não-indígena”, afirmam os responsáveis pela ação judicial contra a implementação do marco temporal. “À medida que acentua a degradação do meio ambiente e a crise climática vivenciada em todo o globo.”

A ação de Psol e Rede no STF contra o marco temporal

MT marco temporal
Sessão do marco temporal no STF | Foto: Reprodução/Carlos Moura/STF

O processo ainda não foi distribuído a nenhum relator. Além de recorrem ao STF contra o marco temporal para demarcação de terras indígenas, os autores pedem que a ação fique sob a responsabilidade do ministro Edson Fachin, que foi relator da ação que resultou na declaração de inconstitucionalidade do entendimento em setembro.

Nesta semana, partidos de oposição ao governo (PP, PL e Republicanos) protocolaram uma ação em sentido contrário. As legendas pedem que o Supremo reconheça a constitucionalidade do marco temporal sob o argumento de que a última palavra deve ser do Poder Legislativo. A ação foi sorteada para o ministro Gilmar Mendes, que votou contra o marco temporal, mas faz ressalvas à amplitude das terras demarcadas.

O governo Lula não protocolou uma ação sobre o tema até agora. O advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, disse ao jornal Valor Econômico que ainda não decidiu se a AGU irá ajuizar uma ação própria ou apenas se manifestar nos processos em curso no STF.

Leia também: “A volta do terror no campo”, reportagem de Anderson Scardoelli publicada na Edição 197 da Revista Oeste


Revista Oeste, com informações da Agência Estado

1 comentário
  1. Arthur André Leto Barreto
    Arthur André Leto Barreto

    Partidos de esquerda: sempre contra o Brasil que trabalha.

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