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Política

Presidente do PSB acusa Dilma de espionar Eduardo Campos com a Abin

Dirigente critica Lula e afirma que falta à esquerda nomes novos para 2026

Siqueira
A declaração ecoa críticas antigas feitas por Siqueira à falta de abertura petista para alianças com igualdade de voz | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Carlos Siqueira, presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB), afirma que a ex-presidente Dilma Rousseff acionou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar Eduardo Campos em 2014. Na ocasião, o então governador de Pernambuco se preparava para disputar o Planalto.

O dirigente contou ao podcast Direto de Brasília que Eduardo enfrentou ameaças e sabotagens durante sua pré-candidatura. Ele acusou integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) de agirem para enfraquecer o projeto político do aliado.

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“A pré-candidatura dele saiu a fórceps, porque a presidente Dilma Rousseff interferiu tanto”, disse Siqueira. “Ele sofreu muitas ameaças, teve uma greve em Suape, Dilma botou um agente da Abin lá. As dificuldades políticas que passamos foram muito grandes, insufladas pelo governo Dilma e por gente do PT.”

Depois de quase 12 anos na presidência do PSB, Carlos Siqueira se prepara para deixar o cargo. O escolhido para assumir o posto é o prefeito do Recife, João Campos (PSB), filho de Eduardo Campos.

Siqueira menciona Dilma aos 51min45s do vídeo.

A mudança ocorre em meio ao desgaste da relação entre socialistas e petistas, marcado por divergências em torno de alianças e modelos de governabilidade.

Siqueira deve seguir na estrutura partidária, agora como presidente da Fundação João Mangabeira. Em tom crítico, ele destaca que o PSB e o PT têm visões distintas sobre o futuro da esquerda e denunciou o que chamou de autoritarismo político nos bastidores da campanha de 2014.

Dirigente do PSB critica ausência de nomes na esquerda para 2026

O presidente do PSB também alerta para o que vê como um vácuo de lideranças na esquerda brasileira. Para ele, enquanto a direita apresenta nomes como Romeu Zema (Novo), Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Ronaldo Caiado (União Brasil), a esquerda continua dependente de Lula.

A declaração ecoa críticas antigas feitas por Siqueira à falta de abertura petista para alianças com igualdade de voz.

+ Leia também: “PSB, de Alckmin, não quer aliança com PT para 2026”

Para ele, a esquerda precisa investir em novas lideranças e deixar de lado o personalismo e o controle centralizado, que, segundo afirma, prejudicaram a unidade política do campo progressista.

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