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Política

Projeto prevê referendo sobre descriminalização do porte de drogas

É uma reação da Câmara ao julgamento no STF

plenário da Câmara dos Deputados - prisão - discriminação contra políticos
Para ser aprovado, o projeto do referendo precisa de maioria simples para ser aprovado | Foto: Reprodução/Câmara

Em resposta ao Supremo Tribunal Federal (STF), que pode descriminalizar o porte de drogas para uso pessoal, deputados anunciaram que pretendem lançar um referendo para a população opinar sobre o assunto.

O deputado Mendonça Filho (União-PE) protocolou um projeto de decreto legislativo (PDL) que prevê a realização de consulta popular sobre o tema. A proposta agenda o referendo para 6 de outubro de 2024, o que permitiria aproveitar a estrutura de votação das eleições municipais.

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Para ser aprovado, o PDL precisa de maioria simples no plenário da Câmara, desde que pelo menos 257 deputados estejam presentes.

Até agora, o STF já tem quatro votos para liberar o porte de drogas para consumo pessoal: Gilmar Mendes, relator do processo, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes já votaram. O julgamento foi suspenso a pedido de Gilmar, que pretende analisar os votos.

+ Saiba como votou cada ministro do STF no julgamento sobre porte de drogas

Depois que Moraes votou, na quarta-feira 2, sugerindo descriminalizar o porte de até 60 gramas de maconha, deputados e senadores reagiram pelas redes sociais. O principal argumento é que a Suprema Corte está legislando, ou seja, usurpando competência do Congresso Nacional.

Além disso, parlamentares destacaram que a liberação do porte de drogas vai favorecer o tráfico, já que a comercialização de maconha e outros tipos de entorpecentes é proibida no Brasil.

+ Portugal avalia rever descriminalização das drogas

“Por trás de cada usuário de droga, há um traficante e uma rede de distribuição. O Supremo comete um erro grave ao decidir sobre essa matéria, que é de competência do Congresso Nacional”, afirmou Mendonça. Também assinaram o PDL o líder da oposição, Carlos Jordy (PL-RJ), e os deputados Osmar Terra (MDB-RS) e Marcel van Hattem (Novo-RS).

Outros disseram que a violência tende a crescer com a descriminalização das drogas. Alguns parlamentares também mencionam que a maioria da população é contra esse tipo de medida, mas, o STF, atropelando o Congresso e a vontade popular, poderá descriminalizar o porte de drogas. Até mesmo o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), criticou a Suprema Corte.

+ Pacheco: foro para debater porte de drogas é o Congresso

Contrários à descriminalização das drogas pelo STF, deputados retomam projeto que penaliza usuários

Sanderson CPMI
Deputado Ubiratan Sanderson, presidente da Comissão de Segurança Pública na Câmara | Foto: Reprodução/Câmara dos Deputados

Além do PDL, a Comissão de Segurança Pública, que já havia solicitado ao STF a suspensão do julgamento sobre as drogas, também aprovou nesta semana um projeto de 2009, do deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), que prevê pena de 2 a 4 anos de prisão aos usuários de drogas. O projeto vai agora para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

+ Comissão da Câmara pede ao STF suspensão do julgamento de descriminalização de drogas

“Vejo a descriminalização como um verdadeiro desastre para a população brasileira, especialmente para a nossa juventude. Essa matéria, considerando a complexidade, tem que ser decidida pelo Parlamento. Jamais pelo Judiciário”, afirmou Ubiratan Sanderson (PL-RS), presidente da Comissão de Segurança Pública.

Leia também: Vídeo no qual Moraes aparece cortando pés de maconha viraliza depois de voto favorável à liberação da droga

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3 comentários
  1. Wilson Decaris
    Wilson Decaris

    ACHO QUE O LULA TINHA RAZÃO QUANDO DISSE QUE NO CONGRESSO HAVIA 300 “PICARETAS”

  2. Edson TC
    Edson TC

    Podia incluir ai no Referendo uma pergunta sobre a liberação de armas também. Já que aquele de anos atras não serviu pra nada. Fizeram vista grossa ao posicionamento do povo.

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