publicidade
Política

Projeto de lei garante desestatização de empresas em caso de déficit; entenda

Kim Kataguiri (União-SP) propôs as mudanças depois de as estatais registrarem um prejuízo de R$ 7,4 bilhões

A sede da Petrobras no Rio de Janeiro - 16/10/2019 | Foto: Sergio Moraes/Reuters
A sede da Petrobras no Rio de Janeiro - 16/10/2019 | Foto: Sergio Moraes/Reuters

O deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) apresentou, na última semana, um projeto de lei complementar que estabelece novas diretrizes para a gestão de empresas públicas no Brasil. A proposta garante a desestatização de empresas em caso de déficit.

O objetivo do projeto é garantir eficiência e sustentabilidade financeira. O texto foi lançado na semana passada, depois de dados do Banco Central indicarem um déficit financeiro recorde em estatais sob o governo Luiz Inácio Lula da Silva.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

O projeto sugere diretrizes como planejamento estratégico, uso eficiente de recursos, transparência e prestação de contas. Também proíbe que essas empresas operem com déficits orçamentários, exceto em situações específicas, nas quais devem apresentar relatórios detalhados para justificar o déficit.

“A proposta busca criar mecanismos preventivos e corretivos para assegurar a sustentabilidade financeira e administrativa dessas empresas”, afirma um trecho do projeto.

Um ponto crucial do projeto é a proibição de a União oferecer crédito ou aporte financeiro a empresas deficitárias incapazes de manter operações regulares. Para essas empresas, está prevista a desestatização em até um ano depois da confirmação de incapacidade operacional pelo Tribunal de Contas.

“Ela impede que déficits recorrentes sejam cobertos com recursos públicos”, diz um trecho do projeto. “A ação promove auditorias externas e, se necessário, a desestatização de empresas que se tornem economicamente inviáveis.”

Estatais em déficit

Kim Kataguiri alega ter sido alvo de monitoramento ilegal pela ‘Abin paralela’ durante o governo Jair Bolsonaro (PL) | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Kim Kataguiri criou o projeto de lei | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Segundo o Banco Central, o déficit primário das estatais atingiu R$ 7,4 bilhões de janeiro a setembro de 2024, o pior resultado para o período desde 2002. Esse valor representa um aumento de 258,9%, em comparação com o mesmo período de 2023, quando o déficit foi de pouco mais de R$ 2 bilhões.

Nas estatais federais, o rombo foi de R$ 4,1 bilhões, enquanto nas regionais, o que inclui estaduais e municipais, chegou a R$ 3,3 bilhões. Os dados não contabilizam o lucro líquido das estatais e não incluem Petrobras, Eletrobras e bancos públicos.

“O projeto visa a proporcionar mais eficiência para o setor, proteger os recursos públicos e garantir que o Estado não assuma passivos financeiros de empresas que operem de forma insustentável”, afirmou Kim Kataguiri.

Leia também:

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade