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Política

Pressionado, MDB não deve compor chapa com Lula

Manifesto de lideranças regionais pede independência eleitoral e foco nas disputas estaduais

Um grupo formado por 17 diretórios estaduais entregou um documento com mais de 20 assinaturas ao presidente nacional do partido, o deputado Baleia Rossi (SP) | Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) não deve fechar acordo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ocupar a vaga de vice na chapa encabeçada pelo petista nas eleições deste ano.

A decisão ocorre diante da pressão de diretórios estaduais que defendem uma posição de independência eleitoral da legenda. Segundo informações divulgadas pelo portal UOL, a tendência inicial é que o partido não formalize apoio a nenhum candidato à Presidência.

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Apesar de o MDB ocupar três ministérios no governo federal, parte expressiva da sigla mantém distância política do presidente.

Nos bastidores, interlocutores afirmam que o atual vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) só deixaria a posição se decidisse disputar outro cargo. Entre aliados, chegou a circular a possibilidade de ele concorrer novamente ao governo de São Paulo, caso o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, recusasse disputar o posto.

Diretórios do MDB pressionam por neutralidade nacional

Um grupo formado por 17 diretórios estaduais entregou um documento com mais de 20 assinaturas ao presidente nacional do partido, o deputado Baleia Rossi (SP).

O texto defende que o MDB mantenha “independência no processo eleitoral” para priorizar disputas regionais e a formação de chapas para o Congresso.

A mobilização tem liderança de diretórios do Centro-Oeste, Sudeste e Sul. “O Brasil é muito grande, cada estado tem as suas particularidades”, afirmou o deputado Carlos Chiodini (MDB-SC), vice-presidente nacional da sigla.

Apoios regionais tendem a se dividir

Mesmo com a pressão por neutralidade nacional, alguns diretórios devem manter alianças locais com o governo. Em Alagoas, Lula deve apoiar a candidatura de Renan Filho ao governo estadual e a tentativa de reeleição do senador Renan Calheiros.

No Pará, o alinhamento também ocorre com o grupo político dos Barbalho. Já no Ceará, o PT anunciou apoio ao retorno do ex-presidente do Senado Eunício Oliveira à disputa por uma vaga na Casa.

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No Rio de Janeiro, o MDB já oficializou o apoio ao prefeito Eduardo Paes (PSD) na eleição estadual, que é aliado do governo federal, mas sem necessariamente caminhar ao lado do PT.

O presidente estadual da sigla, Washington Reis, assinou o manifesto pela independência e deve apoiar nacionalmente o senador Flávio Bolsonaro (PL).

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