O presidente do diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia, Éden Valadares, saiu em defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA), depois que a Polícia Federal (PF) deflagrou mais uma fase da Operação Compliance Zero nesta quinta-feira, 18. Em publicações nas redes sociais, o dirigente afirmou que o parlamentar construiu uma trajetória pública marcada pela honestidade e disse confiar no esclarecimento dos fatos.
A reação ocorreu depois de a PF cumprir mandados de busca e apreensão contra Wagner. A operação investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e favorecimento a interesses ligados ao Banco Master. Além do senador, a Polícia Federal mirou outros investigados ligados ao caso.
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PT da Bahia defende senador
Segundo Valadares, Wagner tem uma longa vida pública e sempre atuou com correção. O dirigente afirmou que o senador petista possui uma “vida de retidão” e declarou confiança nas instituições responsáveis pela investigação.
A manifestação representa a primeira reação oficial do comando do PT baiano depois da operação atingir um dos principais nomes do partido e atual líder do governo Lula no Senado.
Wagner foi governador da Bahia de 2007 a 2014. Rui Costa, também do PT, administrou o Estado de 2015 a 2022. Desde 2023, o governo baiano é de responsabilidade de Jerônimo Rodrigues, outro petista.
PF mira líder do governo no Senado
A PF cumpriu 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, na Bahia e em São Paulo nesta quinta-feira. A nova fase da Operação Compliance Zero foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A Polícia Federal encontrou US$ 55 mil e 33 € mil, o que equivale a cerca de R$ 471 mil na cotação atual, durante o cumprimento de mandados de busca em endereços ligados a Wagner.
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Os investigadores apuram supostas vantagens recebidas por pessoas ligadas ao senador em troca de atuação favorável a interesses do Master. A PF também investiga repasses financeiros, aquisição de imóveis e outras operações consideradas suspeitas.
Até o momento, Wagner não comentou publicamente a operação. A investigação segue sob supervisão do STF.
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