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Política

Presa pelo 8/1 sofre ameaças de morte na cadeia

O advogado Luiz Felipe da Cunha denunciou o caso de Ana Flávia de Souza à Comissão Interamericana dos Direitos Humanos

8 de janeiro
A mãe Ana Flávia com seu filho | Foto: Reprodução/Redes sociais

Ana Flávia de Souza, de 47 anos, é mais uma presa do 8 de janeiro vítima de violações de direitos humanos. Além de sofrer com depressão profunda e hipertensão arterial, ela foi ameaçada de morte dentro do Presídio Feminino do Distrito Federal, conhecido como Colmeia.

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Presa no dia 8 de janeiro de 2023 em razão dos protestos, Ana Flávia chegou a receber prisão domiciliar. Contudo, voltou para a cadeia em 6 de setembro de 2024 por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

De acordo com o advogado Luiz Felipe da Cunha, os agentes do presídio colocaram Ana Flávia em uma ala conhecida pelo descaso, pela negligência médica e pelas más condições estruturais. 

Presa pelo 8 de janeiro divide cela com criminosas

Nesse ambiente, segundo a defesa, ela divide cela com traficantes, homicidas e estelionatárias. Por esse motivo, Cunha acionou a Comissão Interamericana dos Direitos Humanos (CIDH) para denunciar o caso.

O advogado ainda disse que Ana Flávia contraiu covid-19 dentro do presídio e não recebeu tratamento adequado. Conforme Cunha, ela foi ameaçada de morte caso denunciasse a situação.

A denúncia à CIDH compara o caso de Ana Flávia ao da ex-primeira-dama do Rio de Janeiro Adriana Anselmo. A ex-mulher do ex-governador Sérgio Cabral foi condenada a 13 anos de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção. Em 2017, ela recebeu prisão domiciliar com base na maternidade.

Ana Flávia, no entanto, não teve o mesmo direito

A Justiça não concedeu o mesmo direito a Ana Flávia, que é mãe de Isaac Daniel, de 8 anos. Atualmente, a criança está sob os cuidados de Maria Luzimar Batista, sua avó materna.

Segundo um documento do Conselho Tutelar, a que Oeste teve acesso, Isaac tem apresentado “sofrimento emocional e chora com frequência pela ausência da mãe”. 

“A criança está em evidente sofrimento emocional, apresentando comportamentos como inquietação, choro frequente, surtos de gritos e episódios de agressividade”, informa o documento. “Isso inclui tentativas de quebrar objetos em casa, distúrbios de sono, falta de interesse escolar e de cuidados pessoais, além de perda de peso. Isaac frequentemente entra em conflito com a avó materna.”

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2 comentários
  1. clarice Bocchese da Cunha Simm
    clarice Bocchese da Cunha Simm

    Dois pesos e duas medidas ! Neste caso a justiça não é cega e em cada caso julga de acordo com a ré! Lindo lindo Brasil sem lei

  2. clarice Bocchese da Cunha Simm
    clarice Bocchese da Cunha Simm

    Dois pesos e duas medidas ! Neste caso a justiça não é cega e em cada caso julga de acordo com a ré! Lindo lindo Brasil sem lei

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