publicidade
Política

Termina nesta quinta-feira, 2, licença de Zambelli, presa na Itália

Parlamentar enfrenta processo de cassação na Câmara dos Deputados

Carla Zambelli
Nos bastidores, aliados da deputada articulam para impedir a extradição | Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

A licença parlamentar de Carla Zambelli (PL-SP) termina nesta quinta-feira, 2. O afastamento de 127 dias, iniciado depois de sua ida ao exterior, não pode ser prorrogado. Como está presa na Itália desde junho, a deputada não deve reassumir o cargo. Com isso, começa a acumular faltas.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Receba nossas atualizações

O regimento da Câmara prevê a perda automática do mandato caso o parlamentar falte, sem justificativa, a mais de um terço das sessões do ano. A regra ameaça também o mandato de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que vive nos Estados Unidos desde março.

No entanto, Zambelli já responde a um processo de cassação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Ela prestou depoimento diretamente do presídio em Roma. Disse que está aprendendo italiano, alegou dificuldade com o português e chamou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de “bandido”.

Também afirmou que conseguirá a soltura em breve. Nesse sentido, ela aposta que a Justiça italiana identificará abusos do Judiciário brasileiro.

O presidente da CCJ, Paulo Azi (União Brasil-BA), aguarda a retirada do sigilo do processo para pautar a cassação. Se houver maioria na comissão, o caso vai ao plenário. São necessários 257 votos para encerrar o mandato da parlamentar.

STF condenou Zambelli a mais de 15 anos de prisão

O STF condenou Zambelli em duas ações. Em maio, a Corte aplicou pena de dez anos de prisão por envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça, ao lado do hacker Walter Delgatti. A decisão a tornou inelegível por oito anos.

Em outra ação, os ministros a sentenciaram a cinco anos e três meses por porte ilegal de arma e constrangimento. O caso se refere ao episódio em que a deputada, armada, perseguiu um homem nas ruas de São Paulo, na véspera do segundo turno das eleições de 2022.

+ Leia também: “Defesa de Zambelli pode usar denúncia de Tagliaferro contra Moraes”

Apesar das condenações, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), optou por não cassar o mandato por ofício. Alegou que, diante da tensão entre os Poderes, a decisão deveria passar pela CCJ, e não pela Mesa Diretora nem pelo Conselho de Ética.

1 comentário
  1. IVAN SEVERO DA SILVA
    IVAN SEVERO DA SILVA

    Carla zambeli 🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇮🇱🇺🇲🇺🇦🇳🇮🇺🇾🇺🇲🇧🇷🇮🇱🇺🇲🇺🇦🇳🇮🇺🇾🇺🇲

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade