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Política

Porta-voz do Conselho Federal de Medicina critica voto de Barroso pela descriminalização do aborto

Conselheiro afirma que órgão não divulgará nova nota depois de decisão do STF que derrubou liminar do ministro aposentado

Luís Roberto Barroso, ex-presidente do STF e ministro aposentado do STF | Foto: Antonio Augusto/STF
Luís Roberto Barroso, ex-presidente do STF e ministro aposentado do STF | Foto: Antonio Augusto/STF

O conselheiro federal de medicina pelo Rio de Janeiro Raphael Câmara reafirmou, neste sábado, 18, sua posição contrária à descriminalização do aborto. A declaração ocorreu depois do voto do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso em defesa da medida.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Câmara, que é o porta-voz do Conselho Federal de Medicina (CFM), afirmou que o órgão não vai divulgar nota sobre o assunto. Isso porque o STF derrubou a decisão de Barroso.

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“Depois do 7 a 1, que o Barroso tomou uma surra, aí o CFM não vai arrumar confusão, não”, disse. “Não tem por quê entrar em uma briga que já foi ganha.” Ele argumenta que a mudança afrontava o ato médico e o Código Penal.

Nesta sexta-feira, 17, Barroso pediu a abertura de uma sessão virtual extraordinária e apresentou voto favorável à descriminalização do aborto até a 12ª semana, como havia feito a ex-ministra Rosa Weber. Logo depois, o ministro Gilmar Mendes pediu destaque, interrompendo o julgamento.

Barroso também autorizou enfermeiros a fazerem abortos, em casos de gravidez decorrente de estupro, ampliando a previsão do artigo 128 do Código Penal, que menciona apenas médicos. Poucas horas depois, sete ministros do STF votaram para derrubar a liminar.

CFM quer retomar resolução sobre aborto por assistolia fetal

O foco do CFM agora é pressionar o Supremo a analisar a resolução que proíbe a assistolia fetal em abortos acima de 22 semanas. A norma, proposta por Câmara e publicada em 2024, foi suspensa por decisão do ministro Alexandre de Moraes.

Segundo o conselheiro, há maioria de seis a cinco no STF para restabelecer a norma. “O nosso foco todo agora, dos parlamentares de direita e de alguns ministros do Supremo, é derrubar essa cautelar do Alexandre de Moraes”, disse.

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