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Política

Assédio sexual: denúncias levam Editora Record a romper contratos com Silvio Almeida

Empresa anuncia suspensão de duas encomendas em razão do envolvimento do ex-ministro em supostos crimes de importunação a mulheres dentro do governo Lula

O ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, negou os suposto caso de assédio sexual contra mulheres e a ministra Anielle Franco | Foto: Filipe Araújo/Minc
Além do prejuízo moral, da perda do cargo de ministro e demandas judiciais, Silvio Almeida acumula prejuízos com o cancelamento de contratos de clientes: reputação abalada no mercado | Foto: Filipe Araújo/Minc

O Grupo Editorial Record, com sede na cidade do Rio de Janeiro, suspendeu a publicação de dois livros do ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida. A decisão ocorre depois que denúncias de assédio sexual contra ele tornaram-se públicas.

No início deste ano, a empresa contratou Almeida para a produção de uma obra inédita. Além disso, previa o lançamento, para 2025, de uma nova edição do livro Racismo Estrutural. A editora publicou primeiramente uma versão inaugural como parte da coleção “Feminismos Plurais”, de Djamila Ribeiro.

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Record vai aguardar decisão da Justiça

Para o jornal O Globo, a editora informou que, diante das “graves acusações contra o autor”, a empresa decidiu “aguardar o processo e a defesa de Almeida para tomar uma decisão definitiva quanto aos livros”. 

Além do governo Lula da Silva demiti-lo do comando do Ministério dos Direitos Humanos, a Polícia Federal (PF) investiga o advogado principalmente por denúncias de assédio sexual, segundo denúncias da ONG Me Too e reveladas pelo site Metrópoles em setembro deste ano.

Conforme as informações, Silvio Almeida teria importunado, entre outras vítimas, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. Em depoimento à PF em outubro, ela confirmou que Almeida a incomodou. 

Na época, Anielle relatou que os episódios começaram ainda durante a transição para o governo Lula e consistiam em atitudes e falas que ela diz repudiar. “Demorei para acreditar, porque era uma decepção”.

Leia também: “Assédio sexual: governo apura duas novas denúncias contra Silvio Almeida”

Desde a revelação do caso, Almeida nega as acusações e destaca que a investigação seria uma oportunidade para “provar sua inocência e se reconstruir”. 

A PF informou que pretende adotar um novo protocolo na investigação. O objetivo é preservar as denunciantes, garantindo que elas não tenham de relatar o que viveram diversas vezes ao longo do processo.

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