publicidade
Política

PGR rejeita perdão total a Mauro Cid e defende apenas redução de pena

Gonet afirma que militar omitiu informações e não demonstrou comprometimento com a verdade ao longo da colaboração

Mauro Cid prisão Braga Netto
A PGR entende que a exclusão do perdão pleno impede também a conversão automática da pena de prisão em sanções alternativas | Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, recomendou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o tenente-coronel Mauro Cid receba redução de um terço da pena pelos crimes confessados no âmbito do inquérito sobre a tentativa de golpe.

Como resultado, a proposta exclui o perdão definitivo previsto em colaborações premiadas, diante de falhas apontadas no comportamento do delator.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Na manifestação final enviada ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, Gonet afirmou que o militar omitiu fatos relevantes e dificultou a elucidação completa da suposta trama, embora tenha colaborado em parte com a investigação.

O chefe do Ministério Público Federal argumentou que a postura de Cid causou danos à integridade do processo penal. Segundo ele, os benefícios legais de um acordo de delação exigem compromisso integral com a verdade, o que não teria ocorrido neste caso.

“Ao lado dos benefícios trazidos à instrução processual, o comportamento do colaborador igualmente ensejou prejuízos relevantes ao interesse público e à higidez da jurisdição penal, exigindo criteriosa ponderação quanto à concessão das benesses previstas em lei”, disse Gonet.

PGR critica conduta de Cid e pede punição proporcional

O procurador-geral classificou o comportamento de Mauro Cid como “narrativa seletiva” e destacou a resistência do militar em reconhecer pontos-chave da acusação. Para Gonet, a tentativa de distorcer ou esconder fatos graves prejudica a própria defesa, sem comprometer as provas reunidas no processo.

A PGR entende que a exclusão do perdão pleno impede também a conversão automática da pena de prisão em sanções alternativas, como a restrição de direitos, por exemplo. Essa penalidade mais rígida, segundo o órgão, decorre da falta de boa-fé do colaborador ao longo do procedimento.

+ Leia também: “Procurador se irrita com advogado de Silvinei: ‘Não tomou café hoje?'”

Portanto, caberá agora à 1ª Turma do STF definir quais benefícios Mauro Cid receberá por sua delação. A decisão será tomada com base na análise da colaboração e nas provas obtidas pela Polícia Federal.

5 comentários
  1. Denis R.
    Denis R.

    Segundo o próprio PGR houve uma “narrativa seletiva”… fim.
    Observação: Não joguem as pilhas de folhas do processo no lixo, reciclem! A natureza agradece.

  2. Julio José Pinto Eira Velha
    Julio José Pinto Eira Velha

    Cid deveria saber que com bandidos não se faz acordo, bem feito, caiu na armadilha.

  3. Paulo Sérgio Gusson
    Paulo Sérgio Gusson

    Esse Paulo Gonnet estara marcado para sempre, ou miss de pais ou vivera em prisão domiciliar ate o resto da vida .

  4. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Mentir, enganar, trapacear, e criar narrativas para condenação de um inocente é crime.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade