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Política

PGR recorre de decisão de Moraes sobre Marcos Cintra

Determinação foi protocolada no inquérito das 'milícias digitais'

Marcos Cintra
Cintra foi censurado pelo TSE | Foto: Divulgação

A Procuradoria-Geral da República (PGR) recorreu de duas decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspenderam o perfil no Twitter do economista Marcos Cintra, candidato a vice-presidente na chapa da senadora Soraya Thronicke (União Brasil-MS), e da remoção de publicações no perfil do empresário José Janduy. Segundo Moraes, os dois interpelavam o sistema eleitoral.

“A determinação do magistrado violou o sistema acusatório e os princípios correlatos, como os da imparcialidade, da inércia e da isonomia, assegurados pela ordem constitucional”, argumentou Lindôra Araújo, vice-procuradora-geral da República. “O sistema acusatório tem como pedras angulares a separação rígida entre as figuras do acusador e do julgador e a existência de uma relação processual triangular, na qual há igualdade entre as partes, sobrepondo-se a ambas um juiz, de maneira equidistante e imparcial.”

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Segundo Moraes, Cintra e o empresário “atacaram” o sistema eleitoral e colocaram o resultado da eleição presidencial sob suspeita, contrariando o Tribunal Superior Eleitoral. Ambos foram proibidos de republicar os supostos ataques, tendo de pagar uma multa de R$ 20 mil, caso descumprissem a determinação.

Lindôra lembrou que a PGR não foi acionada pelo STF antes da decisão de Moraes. A vice-PGR destacou que a procuradoria deveria ter sido intimada para opinar diretamente sobre as diligências da investigação. “Cabe ao Ministério Público participar efetivamente das diligências que acarretem restrições de direitos, bem como realizar o controle externo da atividade policial”, constatou.

Caso o STF negue o pedido da PGR para que as medidas sejam revistas, Lindôra pediu que os casos de Marcos Cintra e Janduy sejam enviados à primeira instância da Justiça, visto que ambos não possuem foro privilegiado, o que colocaria a investigação na jurisdição do Supremo.

A decisão de Moraes foi protocolada no inquérito das “milícias digitais”, que está em andamento na Corte Suprema. O intuito da investigação é apurar a existência de uma “organização criminosa” que “ataca” o Estado democrático de direito e a democracia.

Leia também: “Liberdade perseguida”, reportagem para a Edição 138 da Revista Oeste.

7 comentários
  1. Adriano Cabral de Vasconcelos
    Adriano Cabral de Vasconcelos

    É proibido pensar, é proibido questionar.
    Achei que a censura iria acabar após as eleições, mas o escarnio a Constituição continua.
    O STF esta legislando a seu Partido, nega a Constituição e consolida a CENSURA.

  2. Zé Do Pipo
    Zé Do Pipo

    E o pior é que o Marcos Cintra tem razão. O que o argentino fala na live é verdade. AS urnas foram fraudadas, e a fraude tem tamanho suficiente para mudar o resultado. Eu baixei as planilhas e refiz os cálculos. Só a fraude das urnas antigas, e só na região NE desviou 2.100.000 votos do Bolsonaro para o Lula.
    Se isso for corrigido, o resultado se inverte.

  3. Amaury (Amyr) G Feitosa
    Amaury (Amyr) G Feitosa

    Recorrer a quem? A Deus? Será que o Onipotente ousaria confrontar o tuxaua deste galinheiro?

  4. Gui
    Gui

    A própria PGR e todos o Ministérios Públicos do Brasil são culpados por isso, quando a perseguição estava direcionada apanas aos apoiadores do Bolsonaro, eles nada fizeram e até chancelaram, chegou ao ponto que os MPs já não são mais necessários ao sistema acusatório, poderiam exonerar todos os procuradores e promotores que não fariam mais falta, agora vivemos num regime de Xandaquistão!

  5. Paulo
    Paulo

    Eles, ministros do STF e do TSE, não cumprem mais as leis e a constituição, fazem o que acham que é o certo da cabeça oca deles! Lamentavelmente acabou a democracia no Brasil!

  6. Rogério Bastos Quirino
    Rogério Bastos Quirino

    O Recurso da Lindôra cairá no colo do Deus Supremo. Resultado: Inócuo.

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