publicidade
Política

PGR pede que STF aceite queixa-crime de Gleisi contra Gayer

Segundo o órgão, deputado feriu 'de forma injusta a honra e a imagem' da ministra e não está amparado pela imunidade parlamentar

Gustavo Gayer
O deputado federal Gustavo Gayer alega 'abuso processual' em ação penal movida por senador | Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

A Procuradoria Geral da República (PGR) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que aceite a queixa-crime da ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), contra o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO).

Gleisi acusa o parlamentar de injúria e difamação, pedindo indenização de R$ 30 mil por danos morais. De acordo com a PGR, as declarações de Gayer vão além dos debates públicos, sendo caracterizadas como ofensas pessoais.

Receba nossas atualizações

Segundo o órgão, essas afirmações não se enquadram na liberdade de expressão nem na imunidade parlamentar, pois “atingem injustamente a honra e a imagem de Gleisi”. O ministro Luiz Fux, do STF, é o relator do caso.

As declarações de Gayer sobre Gleisi

Ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

As declarações controversas de Gayer foram publicadas no X. Em março, depois de Gleisi ser indicada para liderar a Secretaria de Relações Institucionais, o deputado publicou que ela teria sido oferecida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), “como um cafetão oferece uma GP [garota de programa]”.

No vídeo compartilhado pelo parlamentar, Lula afirma que colocou “mulher bonita” na secretaria para facilitar negociações com o Congresso Nacional.

Em outra publicação, que posteriormente foi excluída, Gayer escreveu: “Me veio a imagem da @gleisi, @lindberghfarias e o @davialcolumbre fazendo um trisal. Que pesadelo!”.

No início de maio, a PGR propôs uma conciliação com base no Código de Processo Penal. Contudo, a equipe jurídica de Gleisi rejeitou essa alternativa, afirmando que a falta de interesse em um acordo não impede a continuidade da ação penal contra Gayer.

Outras ações contra o deputado

Além disso, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), namorado da ministra, também moveu duas ações judiciais contra Gayer.

Na queixa-crime apresentada ao STF, Lindbergh acusa Gayer de calúnia e difamação, pedindo a aplicação do triplo da pena, devido ao impacto ampliado das publicações nas redes sociais. Simultaneamente, Farias protocolou uma representação criminal na PGR, em que solicita restrições imediatas ao uso das redes sociais por Gayer, além de uma investigação pelo Ministério Público sobre a conduta do deputado.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.