A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação dos cinco acusados do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O julgamento teve início nesta terça-feira, 24, e está sendo analisado pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os acusados de participação no crime são o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão; o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, irmão de Domingos; o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa; o major da Polícia Militar Ronald Alves de Paula; e o ex-policial militar Robson Calixto, assessor de Domingos. Todos estão presos preventivamente.
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No parecer apresentado à Corte, o vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand, sustentou que os acusados integraram organização criminosa armada, com divisão estruturada de tarefas e atuação voltada à obtenção de vantagens econômicas mediante a prática de crimes graves. Segundo ele, o grupo contou com apoio de milícias para executar o plano.
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De acordo com o ex-policial militar Ronnie Lessa, réu confesso dos disparos e colaborador da Justiça por meio de delação premiada, os irmãos Brazão e Rivaldo Barbosa atuaram como mandantes do crime. A acusação atribui a Barbosa participação nos preparativos da execução. Ronald Alves teria monitorado a rotina da vereadora e repassado informações ao grupo. Já Robson Calixto teria fornecido a arma utilizada.
A PGR argumenta que a atuação parlamentar de Marielle, sobretudo nas áreas de habitação e urbanismo, contrariava interesses ligados à influência territorial de milícias em determinadas regiões do Rio de Janeiro. Segundo o vice-procurador-geral, essa atuação atingia diretamente as bases políticas dos investigados.
“Tão logo empossada, Marielle se opôs de forma veemente a um projeto de lei de iniciativa de João Francisco”, disse Chateaubriand. “Projeto que, de acordo com dados técnicos apresentados pela Polícia Federal, teria impacto primordial em áreas de influência dos irmãos Brazão.”
Relembre a morte de Marielle e de Anderson Gomes
Marielle Franco foi assassinada na noite de 14 de março de 2018, no centro do Rio de Janeiro. Ela saía de um encontro com mulheres negras na Lapa e seguia para casa, na Tijuca, acompanhada de Anderson Gomes e da assessora Fernanda Chaves, que sobreviveu.
Na altura da Praça da Bandeira, um veículo emparelhou com o carro da vereadora. Um dos ocupantes efetuou disparos contra o automóvel. Marielle e Anderson morreram no local. A investigação apontou motivação relacionada à atuação política da parlamentar.





































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