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Política

PGR manifesta solidariedade a Moraes por sanção dos EUA

Em nota, Procuradoria-Geral da República disse que recebeu com assombro notícia da aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro

pgr eduardo bolsonaro
Paulo Gonet e Alexandre de Moraes - 14/12/2023 | Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE

A Procuradoria-Geral da República (PGR) publicou nota nesta quarta-feira, 30, na qual se manifestou sobre a aplicação da Lei Magnitsky, pelos EUA, contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

O órgão, cujo chefe é Paulo Gonet, expressou “assombro” com a sanção, reiterou “solidariedade” ao magistrado e destacou a “exatidão” das decisões de Moraes e do STF.

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Diz a nota: “A Procuradoria-Geral da República recebe com assombro a notícia da imposição por Estado estrangeiro de sanção ao eminente Ministro Alexandre de Moraes pelo desempenho de suas funções jurisdicionais. Manifesta solidariedade ao Ministro, ao Supremo Tribunal Federal e ao Judiciário brasileiro. Renova o reconhecimento da exatidão técnica das deliberações do Supremo Tribunal Federal e dos seus integrantes”.

+ O que é a Lei Magnitsky, aplicada pelos EUA contra Moraes

Paulo Gonet, assim com Moraes e outros sete ministros do STF, foi sancionado pelos EUA em 18 de julho, com a cassação de visto aos EUA. O presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, já viu sua agenda de eventos internacionais afetada depois da decisão norte-americana.

Os motivos da sanção dos EUA a Moraes

Moraes foi sancionado pelos EUA — a maior democracia do mundo — em razão das seguidas decisões questionáveis que deu ao longo dos últimos anos, chanceladas pela maioria dos demais ministros da Corte. A Lei Magnitsky é aplicada contra quem age em desacordo com as regras internacionais de direitos humanos, violando garantias individuais ou direitos fundamentais, como a liberdade de expressão.

Relator dos casos do 8 de janeiro, ele impôs penas de prisão de até 17 anos a manifestantes, negou liberdade a pessoas idosas e doentes, recusou-se a analisar pedidos de liberdade, o que, no caso de Cleriston Pereira da Cunha, o Clezão, resultou em sua morte na cadeia. Advogados de vários réus do 8 de janeiro já levaram as decisões de Moraes, que consideram ilegais, a órgãos internacionais de direitos humanos.

Ministro Alexandre de Moraes em Sessão plenária do STF (12/6/2025) | Foto: Ton Molina/STF
Ministro Alexandre de Moraes em sessão plenária do STF — 12/6/2025 | Foto: Ton Molina/STF

Além disso, o ministro mandou retirar do ar dezenas de perfis acusados de fake news, bloqueou a plataforma de vídeos Rumble no Brasil e deixou o X (antigo Twitter) fora do ar por 38 dias. Nos EUA, esses atos são de censura, o que é absolutamente proibido na legislação norte-americana. No Brasil, a lei também proíbe a censura prévia e retirar ou bloquear perfis inteiros e não um conteúdo específico se configura com censura prévia.

+ STF reage a sanções impostas a Moraes

Ao comunicar a sanção a Moraes, o Tesouro dos EUA afirmou que Moraes “usou seu cargo para autorizar detenções arbitrárias preventivas e suprimir a liberdade de expressão”.

“Alexandre de Moraes assumiu a responsabilidade de ser juiz e júri em uma caça às bruxas ilegal contra cidadãos e empresas norte-americanas e brasileiras”, disse o secretário do Tesouro, Scott Bessent . “De Moraes é responsável por uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos politizados — inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação de hoje deixa claro que o Tesouro continuará a responsabilizar aqueles que ameaçam os interesses dos EUA e as liberdades de nossos cidadãos.”

A nota também destaca a prisões prolongadas e abusivas e as ordens de censura. “Moraes investigou, processou e reprimiu aqueles que se envolveram em discursos protegidos pela Constituição dos EUA, submetendo repetidamente as vítimas a longas prisões preventivas sem apresentar acusações. Por meio de suas ações como ministro do STF, de Moraes minou os direitos de brasileiros e norte-americanos à liberdade de expressão. Em um caso notável, de Moraes deteve arbitrariamente um jornalista por mais de um ano em retaliação por exercer liberdade de expressão”, afirmou o Tesouro dos EUA.

9 comentários
  1. CARLOS GUEDES
    CARLOS GUEDES

    Gostei da foto inicial da reportagem onde Paulo Gonorreia e Lelê Amoral – digo Gonet e Moraes – dois chefes de facções criminosas se cumprimentam.

  2. O BELFORROXENSE
    O BELFORROXENSE

    GO TRUMP GO
    Magnitskazeia todos esses esquerdistas!

  3. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    Pelo que MANDA o BOM SENSO….MAGNITSKY TEM de ser extendido ao PGR e a TODOS do 5TF , pois se solidariza com perseguição a SÓ um espectro politico, TORTURAS; prisões ILEGAiS e mortes na prisão ENFIM…TUDO que serviu de BASE para criação da MAGNITSKY LAW!

    1. Marcelo DANTON Silva
      Marcelo DANTON Silva

      É IMPERATIVO para os EUA estenderem para BARROSO, pois assinou o manifesto, ao GILMAR, pois é notoriamente o patrocinador de tudo junto com FHC, e…GONET!
      Fiquem de olho nos que cumpriram e cumprirem Ordens Ilegais na PF.

  4. MNJM
    MNJM

    Gonet faz parte da quadrilha da toga que rasgou a Constituição. .

  5. Lauro Patzer
    Lauro Patzer

    As pessoas não têm ideia da gravidade da LEI MAGNITSKY pelas restrições que ela impõe exclusivamente à escória do mundo: ditadores, terroristas, tiranos e narcotraficantes. O STF está maculado perante o mundo por acumular oito ministros sancionados perdendo o visto de entrada nos Estados Unidos, incluindo Moraes, este, porém, com a nova penalidade. Com esta sanção por perseguição política com crueldade, portanto, agindo contra os direitos humanos ao encarcerar inocentes sem o devido processo legal, aplicação de multas descabidas além da grave interferência nos Estados Unidos ordenando a busca e apreensão a cidadão americanos. A nota de apoio sem assinaturas emitida pelo STF aponta generalidades vazias, defendendo o indefensável. Não passa de um nota de espírito corporativo. Fato: temos uma corte superior que naufragou no descrédito e perdeu toda moral para julgar e punir. Novo aviso foi dado, persistindo os abusos, virão novas sanções.

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