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Política

PGR defende eleição direta para governador do Rio de Janeiro

Parecer enviado ao STF sustenta que saída de Cláudio Castro decorre de decisão da Justiça Eleitoral

Palácio da Guanabara
Palácio Guanabara, sede oficial do governo do Rio de Janeiro | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a realização de uma eleição direta para escolher o próximo governador do Rio de Janeiro em mandato temporário. O novo chefe do Executivo ficará no cargo até o fim do atual período administrativo.

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A manifestação ocorreu nesta terça-feira, 7, na véspera do julgamento do tema no Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte analisará duas ações que tratam do formato da eleição. Os ministros precisam decidir se a escolha ocorrerá por voto popular ou por meio da Assembleia Legislativa.

A PGR sustenta que a saída de Cláudio Castro ocorreu em virtude de decisão da Justiça Eleitoral. Nesse sentido, considera que a renúncia apresentada antes da conclusão do julgamento não altera a natureza do caso, ou seja, a cassação do mandato define a origem da vacância.

Com base nesse entendimento, o parecer indica a aplicação do Código Eleitoral. A norma prevê eleição direta quando o afastamento resulta de decisão eleitoral e ocorre a menos de seis meses do fim do mandato.

O comando do governo estadual permanece com o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O desembargador Ricardo Couto assumiu a função interinamente desde a saída do governador.

Ações questionam eleição indireta e decisão do TSE

Uma das ações em análise questiona a lei estadual que prevê eleição indireta. A norma define voto aberto e estabelece prazo de 24 horas para desincompatibilização dos candidatos. Parte dos ministros já se posicionou pela obrigatoriedade de voto secreto nesse modelo.

Outro grupo de ministros defendeu a realização de eleição direta. Eles indicaram possível desvio de finalidade na renúncia apresentada antes do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

+ Leia também: “Confira os 11 governadores que deixaram mandatos para disputar eleição”

O Partido Social Democrático (PSD) do Rio também recorreu ao STF. Ele contesta a decisão do TSE que determinou eleição indireta para a escolha do sucessor. A legenda sustenta que a medida contraria entendimento anterior do STF.

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