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Política

PF mira deputado Félix Mendonça Jr. em operação sobre emendas

Decisão do Supremo impõe buscas, apreensões e congelamento de recursos em investigação

O deputado Félix Mendonça Jr. é suspeito de irregularidades no uso de emendas parlamentares | Foto: Divulgação/Câmara
O deputado Félix Mendonça Jr. é suspeito de irregularidades no uso de emendas parlamentares | Foto: Divulgação/Câmara

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira, 13, mais uma etapa da Operação Overclean e colocou o deputado federal Félix Mendonça Jr. (PDT-BA) no centro da investigação. A apuração mira um grupo suspeito de irregularidades no uso de emendas parlamentares, além de práticas ligadas à corrupção e à lavagem de dinheiro.

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Por ordem do ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), agentes cumprem nove mandados de busca e apreensão. A decisão também determinou o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias vinculadas a pessoas físicas e jurídicas investigadas. Segundo a PF afirma que a medida busca travar a circulação de recursos ilegais e resguardar valores para eventual ressarcimento ao erário.

As diligências ocorrem em Brasília e em municípios da Bahia, como Salvador, Mata de São João e Vera Cruz. A ação conta com o suporte da Controladoria-Geral da União e da Receita Federal.

Papel de Félix Mendonça Jr. no esquema

Conforme apuração da CNN, os investigadores identificaram indícios de participação direta do deputado no esquema. Segundo a investigação, Félix Mendonça Jr. recorria ao então secretário parlamentar Marcelo Chaves como intermediário nas tratativas. Chaves também foi alvo em uma fase anterior da Overclean.

De acordo com a PF, o ex-assessor articulava a destinação de emendas a cidades baianas e cobrava pagamentos ilegais de prefeitos beneficiados. Ainda segundo os investigadores, o deputado teria recebido vantagens indevidas, de forma direta e indireta, relacionadas ao direcionamento de recursos a pelo menos três municípios do Estado.

A Overclean não é recente. Em outubro do ano passado, a Polícia Federal cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em quatro Estados e realizou o sequestro de valores considerados ilícitos. Naquela etapa, entre os alvos estavam o secretário nacional do Podemos, Luiz França, e ex-secretários de Educação e Planejamento do Tocantins.

O parlamentar também já tinha sido citado em junho do ano passado, durante a quarta fase da operação, quando mandados atingiram o gabinete, assessores e gestores municipais da Bahia.

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