A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira, 31, uma nova etapa da investigação sobre um esquema venda de decisões no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Agentes cumpriram mandado de busca e apreensão na residência do ex-assessor Márcio José Toledo Pinto, em Brasília.
De acordo com a PF, há indícios de que ele teria tentado interferir no andamento das apurações. Os investigadores chegaram a pedir prisão preventiva, mas o pedido foi negado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin, que ordenou a ação desta terça-feira.
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As investigações revelam ainda que metadados de arquivos digitais compartilhados entre os suspeitos mostram que Márcio Pinto, então lotado no gabinete da ministra Isabel Gallotti, teria sido o responsável por elaborar minutas posteriormente divulgadas de forma indevida.

Na semana anterior, o ex-assessor foi indiciado pelos crimes de exploração de prestígio, violação de sigilo funcional e participação em organização criminosa.
PF não aponta envolvimento de magistrados do STJ
No relatório final, a PF afirma haver “robustos indícios” de uma estrutura organizada para negociar decisões judiciais, com atuação dentro e fora dos tribunais, além de envolvimento com lavagem de dinheiro e tráfico de influência.
Embora servidores ligados a gabinetes de ministros, como Og Fernandes, Isabel Gallotti, Nancy Andrighi e Moura Ribeiro, tenham sido mencionados, a PF afirma que, nesta etapa da investigação, não há evidências de participação de magistrados.
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