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Política

PF deflagra nova fase da operação que investiga ex-nora de Lula

Coffee Break apura desvios em contratos de materiais didáticos em licitações no interior paulista

antonio rueda
Agentes da PF, durante operação | Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 15, a terceira fase da Operação Coffee Break, que mira a ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Carla Ariane Trindade, ex-mulher de Marcos Cláudio Lula da Silva, enteado do petista, é suspeita de receber propinas do empresário André Gonçalves Mariano. Este, por sua vez, seria o pivô do esquema.

A operação busca aprofundar as investigações sobre supostas fraudes em licitações. O foco são contratos de materiais didáticos em prefeituras do interior de São Paulo.

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Nesta etapa da Coffee Break, a PF cumpriu três mandados de busca e apreensão em São Paulo. A corporação também executou medidas de constrição patrimonial. A Polícia Federal afirma que o esquema de corrupção e desvio de recursos da Educação opera desde, pelo menos, 2021.

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O relatório parcial aponta que agentes públicos, lobistas, doleiros e um empresário formaram uma “organização criminosa estruturada”, com atuação em diferentes prefeituras. As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de S.nPaulo.

A PF afirma que recursos do Ministério da Educação foram desviados por meio de direcionamento e superfaturamento. Os crimes incluem corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e organização criminosa.

Envolvimento da ex-nora de Lula

Na fase anterior da operação, em 13 de novembro, a PF prendeu seis pessoas por suspeita de fraudes em licitações em Sumaré e Hortolândia. Entre os presos estava o vice-prefeito de Hortolândia, Cafu César (PSB).

As investigações se concentram na empresa Life Tecnologia Educacional, que recebeu cerca de R$ 70 milhões para fornecer kits e livros escolares a três prefeituras.

Leia também: “Polícia Federal mostra a vida luxuosa de empresário ligado à ex-nora de Lula”

Segundo os investigadores, André Mariano, dono da Life, contratou Carla Ariane Trindade para obter vantagens no governo federal. Em uma agenda apreendida, o nome de Carla aparece com o apelido “Nora”, em referência ao antigo vínculo familiar com o presidente.

Os investigadores apontam indícios de que a ex-nora do presidente atuou em Brasília para viabilizar a liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) à Life. A PF também cita Kalil Bittar, ex-sócio de um dos filhos de Lula.

Carla Ariane foi casada com Marcos Cláudio Lula da Silva, filho da ex-primeira-dama Marisa Letícia. Kalil Bittar é irmão de Fernando Bittar, proprietário do sítio de Atibaia (SP) investigado na Lava Jato, e foi sócio de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, na empresa Gamecorp.

2 comentários
  1. PCC
    PCC

    Essa aí é capaz do Toffoli deixar prender, caso ela não tenha um celular bomba.

  2. Antonio Da Silva
    Antonio Da Silva

    Ex nora de Lula…. rapaz…. que vontade de colocar o nome Lula numa manchete. Que papel feio.

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