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Política

PF deflagra operação contra venda de decisões no TJ do Maranhão

Investigação indica articulação entre agentes públicos e privados para favorecer disputas milionárias

Sede do Tribunal de Justiça do Maranhão: alvo de investigação | Foto: Divulgação/TJMA
Sede do Tribunal de Justiça do Maranhão: alvo de investigação | Foto: Divulgação/TJMA

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira, 1º de abril, a Operação Inauditus para apurar a comercialização de decisões judiciais no Tribunal de Justiça (TJ) do Maranhão. A ação mobilizou agentes em diferentes Estados e cumpriu 25 mandados de busca e apreensão por ordem do Superior Tribunal de Justiça.

As investigações revelam que o grupo manipulava a tramitação de processos com prioridade seletiva. Os envolvidos também atuavam na distribuição estratégica de casos para influenciar os resultados.

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Segundo a PF, magistrados, assessores e outros agentes atuavam de forma articulada para beneficiar partes em disputas de alto valor, sobretudo em conflitos agrários.

Houve também rastreamento de movimentações financeiras suspeitas. Os dados indicam possíveis mecanismos de triangulação e ocultação de recursos.

Conforme a PF, o Judiciário determinou a prisão preventiva do principal operador do esquema, afastou cinco servidores e impôs monitoramento eletrônico a seis investigados. As decisões incluem proibição de acesso ao TJ e o bloqueio de bens que podem chegar a R$ 50 milhões.

As medidas alcançam gabinetes, escritórios de advocacia e empresas. As diligências ocorrem em São Luís, São José de Ribamar, Arari, Balsas, Bacabal e Guimarães, no Maranhão, além de Fortaleza, no Ceará, São Paulo e Lagoa Seca, na Paraíba. Somadas, as penas podem atingir até 42 anos de prisão.

Segundo o g1, entre os alvos da PF estão:

  • Antônio Pacheco Guerreiro Júnior — desembargador do TJ do Maranhão;
  • Luiz de França Belchior Silva — desembargador do TJ do Maranhão;
  • Douglas Lima da Guia — juiz de Direito;
  • Tonny Carvalho Araújo Luz — juiz de Direito;
  • Ulisses César Martins de Sousa — advogado;
  • Eduardo Aires Castro — advogado;
  • Lúcio Fernando Penha Ferreira — ex-assessor do TJ do Maranhão;
  • Sumaya Heluy Sancho Rios — ex-assessora;
  • Maria José Carvalho de Sousa Milhomem — assessora;
  • Eduardo Moura Sekeff Budaruiche — assessor;
  • Karine Pereira Mouchrek Castro — ex-assessora;
  • Francisco Adalberto Moraes da Silva — ex-servidor do TJ do Maranhão;
  • Antônio Edinaldo de Luz Lucena — empresário;
  • Jorge Ivan Falcão Costa;
  • Manoel Nunes Ribeiro Filho — alvo de mandado em endereço;
  • Aline Feitosa Teixeira — alvo de mandado em endereço;
  • Lucena Infraestrutura Ltda. — empresa investigada.

+ Leia também: “PF prende ex-assessor do STJ por suspeita de venda de sentenças”

1 comentário
  1. Miklós Battonyai
    Miklós Battonyai

    A unica coisa boa do Maranhao é sua natureza…de resto tudo um LIXO!!!! A cada 100 reais mandados desse estado de M. 200 retornam a ele pelo governo federal….enquanto isso a cada 100 enviados ao governo federal por Sao Paulo, apenas 20 retornam…

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