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Política

PF cumpre mandados, e Mendonça afasta diretor da Dataprev

Operação Indébito apura desvios ocorridos no INSS, com valores que podem chegar a R$ 6 bilhões

Ministro André Mendonça | Foto: Fellipe Sampaio/STF
Ministro André Mendonça, do STF | Foto: Fellipe Sampaio/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento de quatro servidores públicos suspeitos de envolvimento no esquema bilionário de desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

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Entre os envolvidos está Alan Nascimento dos Santos, diretor de Relacionamento e Negócios da Dataprev. Ele ocupava o cargo desde julho de 2021. Segundo o portal Metrópoles, os agentes também cumpriram mandado de busca e apreensão contra o servidor.

Documentos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS revelam que Alan participou de reuniões com Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, dentro da sede da Dataprev.

Além de Alan, a decisão do STF alcançou Sandra Helena Lima do Nascimento, técnica do Seguro Social desde dezembro de 1984. Ela exercia função comissionada no INSS no momento do afastamento.

PF cumpre mandados e amplia ação no Ceará e no DF

A Polícia Federa (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram nesta terça-feira, 17, a Operação Indébito, desdobramento da Operação Sem Desconto. A ação apura desvios ocorridos de 2019 a 2024, com valores que podem chegar a R$ 6,3 bilhões.  

Agentes cumpriram mais de 19 mandados de busca e apreensão, dois de prisão e outras medidas cautelares diversas no Ceará e no Distrito Federal. Entre os alvos está a deputada federal Maria Gorete (MDB-CE). Ela teve sua residência vasculhada pelas autoridades e deverá utilizar tornozeleira eletrônica.

+ Leia também: “Ex-chefe do INSS recebeu R$ 4 milhões em esquema, informa PF”

Conforme Oeste, a PF afirma que Gorete usava sua posição política para negociar com o INSS e “manter contato direto com autoridades administrativas”. Os agentes relatam que ela “pressionava servidores públicos para acelerar processos” de interesse do grupo investigado.

A PF destaca que o nome da parlamentar aparece em registros de propina. Segundo a corporação, uma tabela enviada por mensagem associa à deputada o valor de R$ 780.433,50.

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