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Política

PEC da Escala 6x1 é protocolada com erro de matemática

O texto, de autoria da psolista Erika Hilton (SP), determina uma jornada de 4x3 e acaba com os demais formatos trabalhistas

Erika Hilton
Deputada Erika Hilton (Psol-SP) quer apoio do governo Lula | Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Escala 6×1 protocolado nesta terça-feira, 25, segue com a última versão disponível no sistema da Câmara dos Deputados com um erro de matemática básica. 

+ Mesmo sem estudo econômico, Erika Hilton protocola PEC da Escala 6×1

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De autoria da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), a redação a proposta que põe fim à escala 6×1 estabelece o seguinte:

“XIII – duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e trinta e seis horas semanais, com jornada de trabalho de quatro dias por semana, facultada a compensação de horários e a redução de jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho”.

+ Texto da PEC contra escala 6×1 tem erro de matemática básica

Diferente do que é apresentado, oito horas de trabalho por dia por quatro dias chegariam a 32 horas trabalhadas por semana, e não 36 horas, como indicado no texto da PEC.

O erro de matemática básica foi exposto em primeira mão pelo repórter Carlo Cauti, em reportagem de Oeste.

Trecho da PEC contra a escala 6X1

PEC da Escala 6×1 acaba com outras jornadas

O trecho da proposta também proíbe outros formatos de escalas trabalhistas, como a 5×2, por exemplo. Isso porque, determina-se a “jornada de trabalho de quatro dias por semana”. 

Erika Hilton não explica na proposta como ficam os serviços ou as atividades essenciais com o novo formato, como segurança pública e atendimento hospitalar. Também não é definido como ficam as escalas das escolas e, consequentemente, os impactos na educação.

+ Deputado propõe PEC alternativa à escala 6×1: ‘Não tem fórmula mágica’

Com a PEC protocolada, a parlamentar busca, agora, dialogar com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Em coletiva de imprensa, ela disse que vai procurá-lo “depois do Carnaval” para discutir a pauta. 

O Psol também sinalizaram que vão buscar o apoio do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, para garantir a “aprovação da PEC”.

Lula com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que planeja criar novo imposto sindical
Psol busca apoio de Lula e do ministro do Trabalho, Luiz Marinho | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Para ser aprovada, a proposta precisa obter no mínimo 308 votos (o equivalente a 3/5 dos deputados) em cada uma das votações. Caso seja aprovada na Câmara, a proposta é encaminhada ao Senado, onde passa pela análise da Comissão de Constituição e Justiça antes de seguir para o Plenário. Na Casa Alta também deve ser votada em dois turnos.

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5 comentários
  1. julio bento da silva bento
    julio bento da silva bento

    Gente desqualificada, na maioria, eleita por vagabundos e afins. Não sabem o básico e se esta me@da passar, todos, absolutamente todos, assumem a burrice dessa cadela (cão)? Errado Brasil?

  2. O BELFORROXENSE
    O BELFORROXENSE

    Que travecão mais feio é esse? E ainda tem ideias sem noção, com pitadas de burrice mesmo… Que demagogia!

    1. O BELFORROXENSE
      O BELFORROXENSE

      Verdade Ivan. Esquerdalhas são todos parasitas e ficam se metendo em assunto do qual não conhecem, que é: TRABALHO!

  3. Gabriel
    Gabriel

    É uma proposta que precisa de muita discussão, porque não se pode só olhar o lado do trabalhador. Acho que o Brasil ainda não está preparado para uma mudança como essa, nem iria aguentar.

  4. Gustavo de Freitas Pacheco
    Gustavo de Freitas Pacheco

    Essa PEC demagógica, se aprovada, jogará milhões de trabalhadores na informalidade e quebrar empresas. Essa gente só pensa em si. São contra os trabalhadores. Já temos uma legislação trabalhista que mata empregos.

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