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Política

Paulo Gonet toma posse como novo procurador-geral da República

Conforme o novo PGR, o órgão deve agir de modo técnico e evitar 'palco' ou 'holofote'

Paulo Gonet
O procurador-geral Paulo Gonet cumprimentando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a posse como novo PGR - 18/12/2023 | Foto: Rute Moraes/Revista Oeste

O novo procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, tomou posse, nesta segunda-feira, 18, no posto. A cerimônia, que aconteceu na sede da PGR, em Brasília, contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de ministros do Supremo Tribunal Federal; do presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG); do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), da ex-procuradora-geral interina Elizeta Ramos e de outras autoridades.

Durante seu discurso de posse, Gonet citou a “responsabilidade” de resgatar o passado do Ministério Público e que o órgão não deve buscar “palco” ou “holofote” em sua atuação.

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“Não há respeito pleno da dignidade, sem que reconheçamos a responsabilidade de cada qual pelos atos que praticam ou que omitem”, disse Paulo Gonet. “No nosso agir técnico, não buscamos palco nem holofotes, mas temos o dever de haver de ser fiéis ao que nos delega o Constituinte e nos outorga o Legislador.”

Conforme Gonet, o MP é o responsável por “toda ordem jurídica, social e política”. “Somos os corresponsáveis pelo estímulo aos valores republicanos”, continuou. “A defesa constante aos direitos inerentes a dignidade deve ser o nosso norte intransigente.”

+ Em posse de Gonet, Lula diz que nem todo político é corrupto

Paulo Gonet assume a PGR após o término do mandato de Augusto Aras, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, para o posto. Aras marcou presença na posse do novo PGR. Na quarta-feira 13, o nome do procurador foi chancelado por 60 votos a favor no Senado.

O ex-procurador-geral da República Augusto Aras chegando à posse do novo PGR, Paulo Gonet, nesta segunda-feira, 18 | Foto: Rute Moraes/Revista Oeste

Posse de Gonet teve presença de Marcos do Val, Moraes, entre outros

A posse de Paulo Gonet contou com a presença de alguns parlamentares, como os senadores Marcos do Val (Podemos-ES); Randolfe Rodrigues (Rede-AP), líder do governo no Senado; e Jaques Wagner (PT-BA); e dos deputados federais Bia Kicis (PL-DF) e Antonio Brito (PSD-BA).

Além disso, os ministros do STF Edson Fachin, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Dias Toffoli. Os ex-ministros da Suprema Corte Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski também marcaram presença. Além disso, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, futuro ministro do STF.

+ Aprovado para o STF, Dino senta ao lado de ministros de Estado em posse de Gonet

Outras autoridades, como o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas; o ministro da Fazenda, Fernando Haddad; o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB); o comandante do Exército, general Tomas Paiva; e o comandante da Marinha, almirante Marcos Olsen também estiveram na posse.

Além de Aras, outros dois ex-procuradores-gerais como Raquel Dodge e Roberto Gurgel compareceram à cerimônia.

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2 comentários
  1. XY / XX
    XY / XX

    O Brasil afundado na MER…DA, agradecemos a todos os melancias de 1964, que arrotavam que o Brasil nao seria dominado e governado por comunistas. Todas as torturas, gente desaparecida foi resultado do acionar dos comunistas que sempre estiveram infiltrados na FFAA, e que hoje mostraram a faceta da traiçao a nossa Patria.
    O Povo tem certeza que as Forças Armadas na sua grande maioria sao patriotas, e esperamos uma resposta na hora certa. Cemiterio ou Penitenciaria.
    Carta de um Brigadeiro.
    Nunca mais se diga que nossas Forças Armadas nunca perderam uma guerra!
    Hoje perdemos a maior delas!
    Perdemos nossa Coragem!
    Perdemos nossa Honra!
    Perdemos nossa Lealdade!
    Não cumprimos com o nosso Dever!
    Perdemos a nossa Pátria!
    Eu estou com vergonha de ser militar!
    Vergonha de ver que tudo aquilo pelo qual jurei, trabalhei e lutei, foi traído por militares fracos, desleais e covardes, que fugiram do combate, preferindo apoiar quem sempre nos agrediu, sempre nos desrespeitou, sempre nos humilhou e sempre se vangloriou disso, e que ainda brada por aí que não nos quer em sua escolta, por não confiar nos militares das Forças Armadas, e que estas devem ser “colocadas em seu devido lugar”.
    Militares que traíram seu próprio povo, que clamou pela nossa ajuda e que não foi atendido, por estarem os militares da ativa preocupados somente com o seu umbigo, e não com o povo a quem juraram proteger!
    Fomos reduzidos a pó. Viramos farelo.
    Seremos atacados cruelmente e, se reagirmos somente depois disso, estaremos fazendo apenas em causa própria, o que só irá piorar ainda mais as coisas.
    Joguem todas as nossas canções no lixo!
    A partir de hoje, só representam mentiras!
    Como disse Churchill:
    “Entre a guerra e a vergonha, escolhemos a vergonha.”
    E agora teremos a vergonha e a guerra que se seguirá inevitavelmente.
    A guerra seguirá com o povo, com os indígenas, com os caminhoneiros, com o Agronegócio. Todos verão os militares como traidores.
    Segmentos militares certamente os apoiarão. Eu inclusive.
    Generais não serão mais representantes de suas tropas.
    Perderão o respeito dos honestos.
    As tropas se insubordinarão, e com toda razão.
    Os generais pagarão caro por essa deslealdade.
    Esconderam sua covardia, dizendo não ter havido fraude nas urnas.
    Oras! O Exército é que não conseguiu identificar a fraude!
    Mas outros, civis, conseguiram!
    A vaidade prevaleceu no Exército e no seu Centro de Guerra Cibernética. Não foram, mais uma vez, humildes o suficiente para reconhecer suas falhas. Prevaleceu o marketing e a defesa de sua imagem. Perderam, Manés!
    E o que dizer da parcialidade escancarada do TSE e do STF, que além de privilegiarem um candidato, acabam por prender inconstitucionalmente políticos, jornalistas, indígenas, humoristas e mesmo pessoas comuns, simplesmente por apoiar temas de direita, sem sequer lhes informar o crime cometido ou oportunidade de defesa? Isso não conta? Isso não aconteceu?
    E a intromissão em assuntos do Executivo e do Legislativo?
    Isso também não aconteceu?
    Onde está a defesa dos poderes constitucionais?
    Onde estão aqueles que bradaram que não bateriam continência a um ladrão?
    Será que os generais são incapazes de enxergar que, validando esta eleição, mesmo com o descumprimento de ordem de entrega dos códigos-fonte, valida-se também esse mesmo método, não só para todas as próximas eleições, para o que quer que seja, perpetuando a bandidagem no poder, assim como corrompendo futuros plebiscitos e decisões populares para aprovar/reprovar qualquer grande projeto de interesse da criminalidade?
    NÃO HAVERÁ MAIS ELEIÇÕES HONESTAS!
    A bandidagem governará impune, e as Forças Armadas, assim como já ocorre com a Polícia Federal, serão vistas como cães de guarda que asseguram o governo ditatorial.
    O povo nunca perdoou os traidores nem os burros.
    Não vai ser agora que irão.
    Ah, sim, generais:
    Entrarão para a História!
    Pela mesma porta que entrou Calabar.
    QUE VERGONHA!
    Assina:
    Brigadeiro Eduardo Serra Negra Camerini

  2. Ed Camargo
    Ed Camargo

    “A defesa constante aos direitos inerentes a dignidade deve ser o nosso norte intransigente” Os esquerdopatas gostam de inventar frases opostas ao que realmente intencionam para o país. Mas, estamos muito além da hipocrisia. O narcisismo abjeto dos esquerdopatas insulares chega a ser surpreendente, eles acreditam que o povo brasileiro esta amnésico o suficiente para esquecer suas tramóias, esquemas de corrupção, trapaças. E presumem que devemos desconsiderar a sua hipocrisia e auto-absorção simplesmente porque se auto-identificam como donos do poder e morais e assumem que os seus oponentes são irremediáveis e deploráveis.
    Geralmente como acontece, a lei é feita por um homem ou por uma classe de homens, muitos deles inescrupulosos, gatunos oportunistas. E uma vez que a lei não pode funcionar sem a sanção e o apoio de uma força armada dominante capaz de enforçar a lei, esta força deve ser confiada àqueles que fazem as leis. Este fato, combinado com a tendência fatal que existe no coração do homem para satisfazer as suas necessidades com o mínimo esforço possível, explica a perversão quase universal da lei. Assim, é fácil compreender como o direito, em vez de controlar a injustiça, se torna a arma invencível da própria injustiça. É fácil compreender porque é que a lei é usada pelo legislador ou pelo juiz elitista que interpreta a lei de uma forma arbitrária para destruir, em vários graus, entre o resto do povo, a sua independência pessoal através da escravatura, a sua liberdade através da opressão e prisão e a sua propriedade através da pilhagem e multas. Isto é feito em benefício de quem faz a lei e em proporção ao poder que detém. Como citou o escritor Rui Barbosa ‘de repente o honesto se sente o imbecil’.

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