O Senado aprovou, nesta quarta-feira, 12, a recondução de Paulo Gonet ao cargo de procurador-geral da República (PGR), por 45 votos a favor e 26 contra. O resultado representa a maior rejeição a um nome para o órgão desde 1989, início da série histórica depois da redemocratização.
Até então, a maior rejeição fora a de Geraldo Brindeiro, indicado no governo Fernando Henrique Cardoso. Em 2001, ele recebeu 55 votos favoráveis e 18 contrários. Em 1999, sua recondução teve 61 votos a favor e 11 contra.
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A sessão teve pressão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para manter o quórum e evitar rejeições por falta de votos. Gonet precisava de 41 votos. A votação secreta mostrou queda expressiva em relação a 2023, quando ele havia obtido 65 votos favoráveis e 11 contrários.
Escolhido por Lula em 2023 fora da lista tríplice da ANPR, Gonet é alinhado à maioria do Supremo Tribunal Federal (STF) no caso da suposta trama golpista. Ele foi vice-procurador-geral eleitoral na gestão de Augusto Aras.
Resistência a Gonet cresceu depois do julgamento de Bolsonaro
A perda de apoio ocorreu depois do desgaste com a oposição por causa da atuação da PGR na denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Na sabatina da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senadores da oposição já haviam indicado voto contrário. O colegiado aprovou o nome por 17 a 10, abaixo dos 23 a 4 registrados no ano passado.
Leia também: “Em sabatina, Gonet diz que PGR ‘não faz denúncias precipitadas”
A oposição acusa a PGR de atuar “em conluio” com o STF no julgamento de Bolsonaro. Parlamentares também questionaram Gonet sobre anistia aos condenados do 8 de janeiro, pedidos de impeachment de ministros e o inquérito das fake news.
O procurador, no entanto, defendeu sua atuação e alegou que a PGR não apresenta denúncias “precipitadas”. Disse que o órgão não criminaliza a política e não interfere em outros Poderes.









































De um senado frouxo e corrompido não podia expressar outro resultado. Foi colocado lá pra fazer o que está fazendo.
EXATAMENTE POR ISSO QUE EU JOGUEI A TOALHA. PERDEMOS! MANÉS! NÃO TEM SAÍDA PARA O BRASIL.