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Política

Patrimônio de Toffoli e família cresce com imóveis milionários no DF

Aquisições recentes levantam questionamentos sobre valores declarados e ausência de financiamento nas escrituras

Conjunto no Setor Noroeste de Brasília, onde a família Toffoli tem propriedades: valor do m² supera os R$ 20 mil | Foto: Reprodução/Redes sociais
Conjunto no Setor Noroeste de Brasília, onde a família Toffoli tem propriedades: valor do m² supera os R$ 20 mil | Foto: Reprodução/Redes sociais

Ao longo dos últimos anos, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e seu núcleo familiar ampliaram de forma significativa o patrimônio imobiliário no Distrito Federal. A movimentação inclui apartamentos de alto padrão, casas e salas comerciais em áreas valorizadas de Brasília, conforme reportagem do site Metrópoles.

A aquisição mais recente ocorreu em fevereiro, quando Pietra Ortega Toffoli, filha do ministro, comprou um apartamento de 154 metros quadrados no Setor Noroeste, bairro com o metro quadrado mais caro do Distrito Federal. O valor registrado foi de R$ 2,5 milhões. A escritura não menciona alienação fiduciária, o que indica pagamento à vista.

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Toffoli e as discrepâncias de mercado

Em nota, Toffoli afirmou que todas as receitas e os bens estão declarados à Receita Federal. Ainda assim, parte das transações chama atenção. Em abril de 2024, o ministro do STF adquiriu um apartamento de 47 m² no Noroeste. Embora os corretores consultados avaliem o imóvel em cerca de R$ 600 mil, a escritura registra apenas R$ 183 mil.

Além disso, o documento concede usufruto vitalício a uma mulher identificada como empregada doméstica. Situação semelhante ocorreu em 2022, quando Toffoli comprou uma quitinete no Lago Norte por R$ 79,5 mil. À época, o valor de mercado variava entre R$ 240 mil e R$ 250 mil. O usufruto também foi destinado a outra mulher descrita como empregada doméstica.

A família ainda detém uma casa de 451 m² no Lago Norte, atualmente em nome de Pietra. O imóvel foi comprado em 2006 por R$ 700 mil e transferido à filha do magistrado em 2023 por R$ 2,3 milhões. Corretores estimam o valor mínimo de R$ 4,2 milhões. De 2022 a 2025, Toffoli, a filha e a então mulher, Roberta Rangel, adquiriram quatro imóveis avaliados em R$ 4,9 milhões.

Somados, os imóveis vinculados ao ministro, à filha, à ex-mulher e ao escritório alcançam cerca de R$ 26,5 milhões em valor de mercado. Apenas os bens ligados ao escritório Rangel Advogados somam aproximadamente R$ 12 milhões. O volume de causas de Roberta Rangel no STF e no Superior Tribunal de Justiça cresceu 140% depois da nomeação de Toffoli.

Leia também: “O dilema da toga”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 308 da Revista Oeste

O escritório comprou, em 2009, um terreno de 1.875 m² no Lago Norte por R$ 1 milhão. Hoje, a área é avaliada em pelo menos R$ 7 milhões. Também adquiriu salas comerciais próximas aos tribunais superiores, atualmente estimadas em R$ 4,4 milhões.

Até recentemente, informa o Metrópoles, Toffoli mencionava apenas o subsídio do STF como fonte de renda. Contudo, nesta quinta-feira, 12, o ministro confirmou a sociedade na empresa Maridt Participações S.A., ao lado de dois irmãos. A companhia detinha 17% do Tayayá Resort, no interior do Paraná.

Leia ainda: “Tayayá, o novo sítio de Atibaia”, reportagem de Rachel Diaz publicada na Edição 307 da Revista Oeste

Segundo o ministro, os valores recebidos da empresa têm origem lícita e foram devidamente declarados. A revelação ocorreu depois da grande repercussão sobre mensagens no celular do banqueiro Daniel Vorcaro que mencionam pagamentos ao magistrado. Ele nega irregularidades e afirma que todas as informações constam nas declarações oficiais.

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1 comentário
  1. Alexandre Chamma
    Alexandre Chamma

    Por muito menos o ladrão sem toga já teria sido preso. Aqui no Brasil, ladrão togado faz o que quer e a sociedade é obrigada a chamar de excelência… triste republiqueta!

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