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Política

Partido Novo entra com ação contra novo benefício da AGU

Auxílio-saúde suplementar pode passar o teto remuneratório; benefício prevê pagamento mensal de R$ 3 mil a servidores ativos e R$ 3,5 mil a aposentados

AGU desoneração da folha de pagamento
Ação contra novo benefício da AGU foi protocolado no TCU | Foto: | Foto: Rafa Deddermeyer/Agência Brasil

Parlamentares do partido Novo entraram com uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) contra o Conselho Curador dos Honorários Advocatícios (CCHA), da Advocacia-Geral da República (AGU). A ação foi protocolada nesta quinta-feira, 10. 

A representação contesta a legalidade do pagamento do chamado auxílio-saúde suplementar aos membros da AGU. O benefício estabelece o pagamento de R$ 3 mil mensais aos servidores ativos e R$ 3,5 mil aos aposentados. 

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Os valores são classificados como verbas indenizatórias, isentas de tributos, que podem ultrapassar o teto remuneratório, fixado em R$ 44 mil — o equivalente ao salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O novo auxílio se soma aos honorários de sucumbência, que já são pagos aos advogados públicos como uma bonificação, mas dentro do teto salarial.

A ação foi assinada pelos deputados federais Adriana Ventura (SP), Gilson Marques (SC) e Marcel van Hattem (RS), além do senador Eduardo Girão (CE). Eles afirmam que o pagamento do auxílio viola os princípios constitucionais da legalidade, da moralidade e da razoabilidade. 

+ Advocacia-Geral da União aumenta auxílio para servidores

O novo benefício foi determinado por meio da Resolução CCHA/AGU nº 16, de 7 de outubro de 2024. Os parlamentares dizem que a medida tenta burlar o artigo 37, inciso XI, da Constituição Federal, que estabelece o teto remuneratório.

Os parlamentares do Novo defendem a ideia de que honorários advocatícios da AGU deveriam ser considerados para fins de limitação ao teto constitucional. Eles embasam a argumentação na ADPF 596, do STF, a qual exige a aplicação do limite remuneratório ao somatório de honorários e outras verbas.

A representação também solicita ao TCU a concessão de uma medida cautelar para suspender a aplicação da resolução até que o tribunal julgue o mérito da questão, alegando que a manutenção do pagamento pode causar prejuízos imediatos aos cofres públicos.

marcel van hattem
Deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) é um dos autores do requerimento que quer suspender novo benefício da AGU | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Marcel van Hattem define benefício da AGU como “imoral”

O deputado federal Marcel van Hattem, um dos signatários da representação, definiu o novo benefício como uma forma de “contornar o teto remuneratório” da AGU, o qual é estabelecido pela Constituição. 

“O pagamento de penduricalhos disfarçados de ‘auxílio-saúde suplementar’ é não apenas ilegal, mas imoral, revelando um completo desprezo pela responsabilidade fiscal” afirmou. 

O parlamentar também destacou que os servidores da entidade já recebem “salários financiados pelos impostos e usufruem da estrutura estatal, tornando honorários e adicionais como esse injustificáveis”.

6 comentários
  1. arnaldo botelho barbosa
    arnaldo botelho barbosa

    Esses advogados da Advocacia Geral da União – AGU, pertencem a uma classe de servidor público privilegiadíssima. São servidores públicos admitidos no serviço público como advogados para representarem e defenderem os interesses da União Federal em processos judiciais; recebem um salário altíssimo e, como se não bastasse, ainda ganham os honorários de sucumbência, ou seja, ganham para desempenharem a função pública, e ganham também pelo papel que desmpenham. Assim, recebem uma dupla remuneração por desempenho da função pública que exercem. É um escarnio, uma imoralidade! Agora querem recber mais essa verba indenizatória?

  2. CHARLES VARASCHIM
    CHARLES VARASCHIM

    E O POVO QUE SE DANE PAGANDO IMPOSTOS…….O PREJUÍZO DO BRASIL EM GRANDE PARTE ESTÁ NESSES BENEFÍCIOS DADOS AOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS .

  3. Geraldo Felippe Negrao
    Geraldo Felippe Negrao

    Aos dotados de suas razões, para incrementar suas remunerações, não existe quem controle. A cada dia mais surgem penduricalhos. Distúrbios no desgaste dos recursos públicos, com poucas pessoas usufruindo.

  4. Geraldo Felippe Negrao
    Geraldo Felippe Negrao

    Aos dotados de suas razões, para incrementar suas remunerações, não existe quem controle. A cada dia mais surgem penduricalhos. Distúrbios no desgaste dos recursos públicos, com poucas pessoas usufruindo.

  5. Maira Teixeira Siqueira
    Maira Teixeira Siqueira

    O povão que paga esses benenfícios para esses servidores morrem na fila do SUS, tudo bem Democratico

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