publicidade
Coronavírus — Mundo, Política

Parlamentares avaliam derrubada de veto que amplia o BPC

Trecho inserido no Projeto de Lei que institui o chamado 'coronavoucher' foi rejeitado pelo presidente Jair Bolsonaro. Congressistas ficaram incomodados com veto e a postura do governo em relação ao pagamento dos benefícios

Senado bancará exames de coronavírus
Foto: Marcos Oliveira/Divulgação
Senado bancará exames de coronavírus
Foto: Marcos Oliveira/Divulgação

Os vetos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a trechos do Projeto de Lei  nº 873/2020, que institui a Renda Básica de Cidadania Emergencial, popularmente chamada de “coronavoucher”, pegou mal no Congresso. O incômodo é externalizado em conversas entre parlamentares da oposição e do centro, que estudam impor uma derrota ao governo.

Pretende-se derrubar pelo menos um dos vetos, o que garantiria a ampliação do valor do Benefício de Prestação Continuada (BPC) definida pelo Parlamento no início de março. Conforme aponta o governo, esse aumento traria um impacto de R$ 20 bilhões por ano nas contas públicas.

Receba nossas atualizações

Os parlamentares tinham como objetivo ampliar de um quarto para meio salário mínimo o benefício pago a idosos e deficientes físicos pobres. O veto, propriamente dito, não foi o único motivo que irritou os parlamentares. O entendimento é de que o governo jogou a responsabilidade para cima deles ao ter demorado para sancionar a matéria.

A equipe econômica disse que não poderia efetuar os pagamentos de R$ 600 a menos que o Congresso apontasse a fonte de receita para suprir esses benefícios. Bolsonaro reforçou a informação, mas os parlamentares não gostaram da resposta. A interpretação é de que o governo tentou jogar a responsabilidade e a população contra o Parlamento.

Acordo

Não há, ainda, previsão de quando serão apreciados os vetos da Lei nº 13.982/2020, que institui o coronavoucher. O governo tenta costurar um acordo para evitar a derrubada do veto mediante a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 10/2020, que cria o chamado “orçamento de guerra”.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), acredita que é possível aprovar a PEC 10 até sexta-feira. A aprovação dela nas duas casas legislativas abre o espaço orçamentário que viabiliza o pagamento dos benefícios. Não está sacramentado, contudo, que o veto de Bolsonaro não será derrubado. A análise é até embutir o custo da elevação do BPC na matéria.

BPC

Não é a primeira vez que os parlamentares tentam elevar o BPC. Em março, eles chegaram a derrubar um veto de Bolsonaro que tinha o mesmo objetivo de aumentar o benefício de um quarto do salário mínimo, R$ 261,25, para meio salário mínimo, R$ 522,50.

O ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), chegou a suspender os efeitos da decisão do Congresso, mas, dias depois, em decorrência do coronavírus, suspendeu todas as decisões. Por isso, os parlamentares entendem que é válida a discussão do aumento do BPC diante do atual cenário.

4 comentários
  1. Miguel
    Miguel

    Esquerdistas e centrão,só tem um objetivo: Derrubar Bolsonaro!! São asquerosos ,só pensam neles.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade